terça-feira, 6 de março de 2012

Eu Não Quero Voltar Sozinho


Dirigido por Daniel Ribeiro,Eu Não Quero Voltar Sozinho é um curta-metragem que faz parte do projeto Cine Educação,um programa que exibe filmes nas escolas em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos.
O curta retrata a história de Leonardo, um adolescente cego, cuja vida muda totalmente com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, e entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.
Confundido com o ''kit anti-homofobia" o curta foi descriminado por líderes religiosos do Acre,que mobilizaram políticos da região com o intuito de proibir o projeto Cine Educação como um todo.
Eu Não Quero Voltar Sozinho ganhou o prêmio de melhor curta do 3º festival de Paulínia e muitos outros.


The Saga of Biorn


Cada cultura tem suas crenças, na maioria delas há uma vida após a morte, um paraíso. Essa perfeição é relativa. Na cultura viking o guerreiro que morre de forma honrada numa batalha recebe a dádiva de passar a vida em Valhala. Esse é o objetivo de Biorn, um velho viking que sonha com as eternas batalhas, bebedeiras e orgias no palácio dos guerreiros mortos. A condição é teoricamente fácil, mas na prática não é bem assim.

A animação foi produzida pela Animation Workshop, escola de animação dinamarquesa que concilia com maestria o trabalho artístico com o comercial.

Alice nos País das Maravilhas


Nada de 3D, muito menos de Walt Disney. A primeira versão da história de
Alice nos País das Maravilhas é de 1903,em preto e branco e muda.Dirigido por Cecil M. Hepworth e Percy Stow,o filme foi realizado apenas oito anos depois do nascimento do cinema, era o filme mais longo produzido na Inglaterra naquela época
e foi restaurado tempos depois pelo British Film Institute.Apesar de muito danificado, a BFI preservou as cores originais.
A história é a mesma que todo mundo conhece.Alice cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico, povoado por criaturas peculiares e antropomórficas. A primeira versão em questão, dá o ar um tanto quanto bizarro e psicodélico do conto de Lewis Carroll , possuindo efeitos especiais rudimentares como a redução de tamanho de Alice.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Your Lucky Day


São poucas as chances que a maioria das pessoas tem de realizar seus sonhos e objetivos de vida. Na maioria das vezes, é necessário possuir dinheiro, coisa que quase sempre falta. Esses sonhos, coisas como montar um empreendimento ou investir na formação, vão se distanciando à medida que a pessoa começa a contrair dívidas ou responsabilidades, constituir uma família, e o tempo passa.

O dinheiro poderia ajudar na construção desses planos e algumas pessoas tem esperança em um milagre, mas não num milagre religioso e sim na sorte, na loteria. O processo envolve fé, porém não em deus e sim na possibilidade de ganhar, de ficar rico. A santa loteria, a chance de mudar completamente de vida. As chances são poucas, mas há quem jogue sempre e com fé de que pode enriquecer. O que você faria por um bilhete premiado?

A história se passa numa loja de conveniência, lá dentro clientes de diversos tipos. A ação começa quando um dos clientes descobre que acertou os números da loteria e começa a comemorar. Logo ele é percebido e o bilhete atraí a atenção geral.

PS: Aconselho que assistam em tela cheia.


O Coração Delator


"O filme que você está prestes a ver é baseado em uma história contada a muitos anos atrás por um mestre do drama e do suspense.Essa história é retratada através dos olhos de um homem louco que, assim como nós,acreditava que era são. ''

A abertura do curta O Coração Delator, já diz muito sobre o próprio filme.Dirigido por
Ted Parmelee e narrado pelo ator James Mason,o curta é baseado em um conto do escritor Edgar Allan Poe e procura captar toda atmosfera de suspense e horror proposta por ele.
Publicado a quase 100 anos depois do conto original de Poe, o curta nos mostra a história de um homem que vive momentos de paranoia enquanto mora com um ancião, que possui uma espécie de olho de vidro. A insanidade do personagem vai aparecendo ao longo do tempo,quando este se torna obcecado pelo olho do velho e começa a planejar um assassinato.
O curta foi nomeado para o Oscar de Melhor Curta de Animação de 1953, mas perdeu para Toot,Whistle, Plunk e Boom da Walt Disney Productions. E há um projeto para refilma-lo em 3D.

O Imigrante






Um dos maiores artistas do século XX, Charles Chaplin é, ainda hoje, o maior símbolo do cinema. O cinema de Chaplin tinha um alcance impressionante, sua pantomina mais sutil que o convencional, seu carisma e seu talento para a criação de cenas acabaram lhe dando o prestígio de ser o homem mais famoso do mundo em 1918.

Chaplin superou as dificuldades de sua infância pobre, passou pelos palcos de vaudeville, com números cômicos nos Estados Unidos, até chegar ao cinema. Com sua experiência na comédia, o jovem ator obteve rápido sucesso nas produções do estúdio de Mack Sennet.

O Vagabundo, o personagem da maioria de seus filmes, sofre com os problemas da pobreza, coisas que ele viveu intensamente como a fome e o tratamento abusivo da polícia. “Quando Chaplin entrar na Keystone para rodar “filmes de perseguição”, correrá mais rápido e mais longe que seus colegas do music-hall, pois, embora não fosse o único cineasta a descrever a fome, foi o único a conhecê-la, e isso é o que iriam perceber os espectadores do mundo inteiro quando os filmes começaram a circular a partir de 1914.” – François Truffaut no prefácio do livro Chaplin de André Bazin.

Em O Imigrante, de 1917, Chaplin narra a viagem e a chegada, não muito calorosa, dos passageiros de um navio que vinha para Nova York. A clássica ilusão do imigrante que foge da pobreza para uma terra de oportunidades. Em uma das cenas o intertítulo anuncia: “The arrival in the land of liberty”, depois é exibida uma imagem da Estátua da Liberdade, e logo em seguida o Vagabundo e os outros passageiros são amarrados. A crítica social e a ironia, sem esquecer a comédia e o romance.



sábado, 3 de março de 2012

Documentário


" dois jovens andando por aí sem ter muito o que fazer ..." - este é o princípio básico mostrado no curta Documentário , que apresenta a história de dois amigos que procuram algo de novo para ver no cinema,tentando fugir da falta de possibilidades. (O curta é do ano de 1966.A ''falta de possibilidades'' seria uma alegoria para a latente falta de liberdade devido ao momento político da época ). A conversa dos dois amigos é cotidiana,e sempre gira em torno na questão: que filme ver, onde e quando.
Sendo o primeiro curta metragem de Rogério Sganzerla, Documentário se torna o ''embrião'' do cinema marginal.Surgido na década de 60, o Cinema Marginal ,era irônico,debochado.Pregava uma questionamento da linguagem cinematográfica e do seu modelo padrão ,além de não possuir uma coesão interna,sendo difícil apontar caraterísticas sólidas.
Sganzerla ficou conhecido como o mais famoso diretor do Cinema Marginal, por produzir em 1968, o longa metragem O Bandido da Luz Vermelha. O cineasta marginal introduziu o anti herói cafajeste e boçal nos cenários de uma São Paulo caótica do 3º mundo, uma Boca do Lixo.

10 Minutos



Vencedor do European Film Awards em 2002 na categoria melhor curta-metragem, 10 Minutos, me fez pensar naquelas trágicas estatísticas em que no fim das contas se calcula algo do tipo “A cada 3 minutos morre uma criança no mundo”. Como sugere o título, o filme tem dez minutos e se passa em dois países diferentes: Bósnia e Itália, nos anos 90. Enquanto um turista espera a revelação de suas fotografias na bela e ensolarada Roma, um garoto sai de casa para buscar água e pão na Sarajevo devastada pela guerra.