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quarta-feira, 20 de março de 2013

Penas



 O que pode acontecer quando um homem se depara com penas crescendo no seu braço? É câncer? Ele vai morrer?

Dirigido por Paulinho Caruso, Penas é uma adaptação da história em quadrinhos homônima do cartunista Laerte Coutinho. Exibido no ano passado no 23º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, o filme conta com a presença do próprio Laerte e dos cartunistas Angeli, Alcy , além de Paulo Caruso, pai do diretor.

A história, com um non-sense inspirador, foi publicada em 1988 na revista Chiclete com Banana e não possui um destino certo. Um homem comum passa a ter penas brancas no braço e começa a “alçar vôos” mais altos na vida. 

 


segunda-feira, 11 de março de 2013

Amor Só de Mãe



Disse um campônio à sua amada:

"Minha idolatrada, diga o que quer

Por ti vou matar, vou roubar

Embora tristezas me causes mulher
Provar quero eu que te quero...


[...] "Se é verdade tua louca paixão
Parte já e pra mim vá buscar

De tua mãe, inteiro o coração...




Os versos acima foram gravados por Vicente Celestino na década de 50 e serviram de base para que Dennison Ramalho executasse sua adaptação, ou como ele prefere: sua “livre perversão” da música.

O diretor é um dos poucos nomes a produzir para o carente público de filmes de terror, gênero inexistente no cinema comercial da atualidade e raríssimo na filmografia nacional. Autor de três curtas até agora (Nocturnu, Ninjas), todos de terror, Dennison alia qualidade técnica a elementos como a violência explícita, religiões e o sobrenatural. 

Apesar de amado por alguns, o cinema de terror é mal visto por muitos, o que talvez intensifique a sua ausência nas salas brasileiras. Sobre o preconceito sofrido pelo gênero o diretor comenta: “[...]paga-se um preço muito alto por trabalhar com esse gênero, que é tido como vulgar, agressivo, gratuito e barato. São filmes de confrontação, que não querem ser agradáveis, e sim mas causar angústia, outras emoções. E a classe acadêmica tem uma grande responsabilidade nesse tipo de reação, pois ela está intrinsecamente ligada ao fazer cinema no Brasil. Tem os caras tipo a Maria Dora Mourão (que é montadora), a Marília Franco, o Ismail Xavier, que tiveram a cabeça muito feita pelo Cinema Novo e pela Nouvelle Vague, e que defendem uma matriz intelectualizada para a nossa cinematografia. Eles e acham que é terrível e vulgar ver um filme brasileiro fantástico ou de entretenimento, ou meramente sensorial" 


(trecho da entrevista publicada no site Carcasse: LINK)

Com todo o desprezo recebido ao longo dos anos, é possível que o gênero fosse inédito, ou não tivesse expressão nenhuma em nossa história, se não fosse por Zé do Caixão, autor de cerca de 30 filmes e ídolo de muitos fãs do cinema de terror. Entre os fãs está o próprio Dennison Ramalho que teve a oportunidade de trabalhar com Zé do Caixão em A Encarnação do Demônio, último longa-metragem do diretor. A parceria no longa pode ser vista como uma legitimação de Dennison como representante do terror nacional.


                     

sábado, 12 de janeiro de 2013

Phono 73

No ano de 1973, a extinta gravadora Phonogram organizou em São Paulo um festival com a presença de todo seu elenco de artistas. Com duração de três dias, subiram ao palco do festival nomes como Toquinho, Vinícius, Sérgio Sampaio, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas, Elis Regina, entre outros. No ano da realização do festival, o Brasil vivia o período mais rígido e repressivo da ditadura militar, os chamados Anos de Chumbo, e aqui  vem a parte mais curiosa da história: A Phonogram realizou o evento com a intenção de tirar do Regime Militar a impressão de que era um ninho de artistas subversivos e combativos. O resultado, que não foi bem o esperado pela gravadora, foi registrado no vídeo abaixo. Sem diálogos, sem enredo, nada além de música e história.

                

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cartas para Mãe

Cartas para Mãe é um curta que mostra os pensamentos escritos pelo cartunista Henfil em cartas para sua mãe, Dona Maria.Permeadas de indignação política, as cartas foram publicas em jornais e livros, e relatam cronicamente o Brasil de trinta anos atrás e a trajetória de Henfil até a sua morte.
Para dar vida a essas cartas, o curta documentário,dirigido por Fernando Kinas e Marina Willer, trás entre seus depoimentos figuras célebres como cartunistas Angeli e Laerte, o ex presidente Lula, o escritor Luis Fernando Veríssimo e do jornalista Zuenir Ventura.
A narração das cartas é feita pelo ator e diretor Antônio Abujamra e tem como pano de fundo imagens do Brasil contemporâneo, o que faz com que a escrita de Henfil dialogue com o presente.
Henfil, além de cartunista, também foi um grande ativista político no período da ditadura militar.Seus desenhos se tornaram famosos por esse ‘’quê’’ político e crítico e serviram,também, para simbolizar a luta pela democratização política do país.Mais tarde,em 1980, Henfil ajuda a fundar o Partido do Trabalhadores (PT) e consolida seus interesses sindicais.





segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ervilha Fantasia


“Moinho de versos movido a vento e noites de boemia.Vai vir um dia quando tudo que eu diga seja poesia”

Podemos dizer que o documentário Ervilha Fantasia capta a essência de Paulo Leminski. Sendo um dos trabalhados mais importantes sobre o poeta, o documentário descreve todo seu pensamento sobre poesia,literatura,cinema e psicanálise.
Com depoimentos registrados em 1985 e reeditados posteriormente a morte de Leminski, o documentário é dirigido por Werner Schumann e foi direcionado para a televisão.
Paulo Leminski morreu quatro anos depois da realização de Ervilha Fantasia,deixando marcado neste documentário a sua visão e descrição do que é ser um poeta e de toda a cultura e pensamentos que permeavam sua mente.


segunda-feira, 21 de maio de 2012


Jó, curta-metragem de 1993, dirigido por Beto Brant, coloca em cena dois elementos que sempre me interessaram muito: linguagem e história. Respectivamente efeito Kuleshov e a história de Jó – como sugere o título. O efeito Kuleshov foi um experimento conduzido pelo teórico Lev Kuleshov na primeira década do século XX. O experimento consiste na intercalação de um plano fechado que mostra um homem com uma expressão fixa e outros três planos curtos: um prato de comida, um bebê e uma mulher.


Da combinação de cada plano com o plano que mostra o homem nasce um significado diferente, como, fome, comoção ou desejo. Esse experimento é uma das bases das teorias cinematográficas soviéticas de Sergei Eisenstein e Pudovkin, que afirmavam a montagem como base da significação fílmica. O curta de Beto Brant apesar de não ser idêntico, me lembra muito o experimento soviético.

O outro ponto interessante é a história de Jó, de origem bíblica, e o desfecho criado pelo diretor. A história de Jó, que muitos afirmam ter inspirado Goethe a escrever “Fausto”, fala sobre um episódio em que o Diabo pede permissão a Deus para tentar corromper um homem, através das perdas, o demônio argumenta que a fidelidade de Jó à Deus está totalmente relacionada aos benefícios que o homem recebe na relação. Depois de arruinado Jó permanece fiel a seu criador. Nesse “jogo” o fiel perde tudo o que tinha: a vida de seus filhos, sua casa e suas riquezas.

O curta é bastante criativo e experimental, características que marcam essa fase do diretor, antes dos longas e da parceria com o escritor Marçal Aquino.

terça-feira, 24 de abril de 2012

HQ


Os quadrinhos influenciaram diretamente a cultura pop e suas vertentes. No cinema, as HQ's serviram de influência para o Cinema Marginal e principalmente para o principal diretor do movimento, Rogério Sganzerla, que incorpora elementos como colagem de imagens, narração em off e a manipulação de montagem em seus primeiros curtas.
HQ, é um curta documentário do próprio Sganzerla,em homenagem ao mundo das histórias em quadrinhos.Dirigido pelo próprio e pelo jornalista Álvaro de Moya, que é considerado por alguns o maior especialista em quadrinhos do Brasil,o curta fala sobre história das HQ's e seu processo de evolução (pelos menos até os anos 70).
HQ's como Yellow Kid, Gato Felix e Flash Gordon são citados no curta, que começa com a história das ilustrações das cavernas e vai até The Spirit, famoso HQ de Will Eisner.




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Uma História Severina


" O ato de obrigar a mulher a manter a gestação [de feto anencéfalo], colocando-a em espécie de cárcere privado em seu próprio corpo, desprovida do mínimo essencial de autodeterminação, assemelha-se, sim, à tortura e a um sacrifício que não pode ser pedido a qualquer pessoa ou dela exigido '' (Marco Aurélio Mello)

Na última quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou o direito de gestantes interromperem a gravidez nos casos de fetos anencéfalos (ausência de cérebro) sem a necessidade de autorização judicial.O julgamento da ação chegou ao tribunal em 2004, quando a liminar que permitia o aborto de anencéfalos foi concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello e derrubada pelo STF três meses depois.A sessão foi suspensa com com 5 votos favoráveis ao aborto nesses casos e 1 contra, e será retomada hoje a tarde.
O curta documentário Uma História Severina , dirigido pela jornalista Eliane Brum e pela antropóloga Debora Diniz, retrata a busca de Severina por solução judicial para que ela pudesse fazer um aborto.Grávida de um bebê anencéfalo, Severina estava prestes a interromper legalmente a sua gravidez quando,no mesmo dia, os ministros do Supremo Tribunal Federal derrubaram a liminar concedida em 2004.
Severina foi condenada a continuar gerando um filho para a morte até o sétimo mês, quando finalmente conseguiu a autorização.Naquele momento, Severina não faria mais um aborto e sim um parto. Seu filho nasceu morto,como a maioria dos casos de gestação de anencéfalos.O berço foi trocado pelo caixão, e a certidão de nascimento pela certidão de óbito.
O documentário ilustra claramente o processo desgastante de angústia e de dor de uma mãe que gera um bebê anencéfalo. Prolongar o sofrimento de um ser humano não passa de uma crueldade. Se o feto não é compatível com a vida, quem o carrega no ventre é que deve optar ou não por prosseguir a gestação, pois gerar um filho por 9 meses sabendo que ele nascerá morto agride fisicamente e psicologicamente a mulher.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Maioria Absoluta


Na história do Brasil nem um movimento cinematográfico alcançou tanto reconhecimento, nacional e internacional, como o Cinema Novo. A principal luta do movimento era o resgate (ou a busca) por uma identidade brasileira no cinema, tanto valorizando a cultura nacional com filmes de cunho documental que retratavam artistas brasileiros como O Poeta do Castelo, de Joaquim Pedro de Andrade quanto denunciando a pobreza, a desigualdade e o abandono que sofria a maior parte da população – como no filme Maranhão 66, de Glauber Rocha. Apesar de não ser o mais famoso de seu grupo, o cineasta Leon Hirszman realizou com maestria a missão do Cinema Novo.

Hirszman iniciou sua carreira de diretor com um dos curtas que fazem parte do filme Cinco Vezes Favela. Apesar de ser seu primeiro trabalho, o filme já demonstra um estilo próprio, construído com influência das técnicas de montagem de Sergei Eiseinstein, além de já estar imerso em todo o aspecto político-social de sua futura filmografia.

No ano seguinte o cineasta já filmava seu próximo filme, o documentário A Maioria Absoluta. O curta foi pensado inicialmente como um projeto de duas partes, A Maioria Absoluta e A Minoria Absoluta, uma forma de exibir a gritante desigualdade social do país, mas o segundo filme teve sua realização interrompida com o estouro do golpe militar em abril de 1964. Felizmente o primeiro trabalho já estava finalizado. O filme retrata a parcela sem voz na democracia, os camponeses analfabetos que suportam suas precárias condições de vida e os abusos de seus patrões sem ter quem os defenda, sem ter quem os represente.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Neomorphus


A evolução do ser humano é permeada por muitas mutações,etapas de transformação.Em seu ciclo de vida, o ser se transforma em muitas coisas,se locomove constantemente no espaço,passa por inúmeras fases,agrega novos elementos ao seu cotidiano,muda o seu papel e a sua função no ambiente. Biologicamente, essa mutação que faz com que o produto gênico possua uma nova função é denominada mutação Neo-mórfica.
O curta Neomorphus, da produtora brasileira Animatorio,retrata a mutação do incomum e de que forma ele interfere no ambiente que o cerca.A estética do filme é uma animação stop motion totalmente macabra e bizarra,possuindo um estilo à la Tim Burton.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dossiê Rê Bordosa


Com uma abertura baseada na repercussão jornalistica do fato, a animação Dossiê Rê Bordosa anuncia o assassinato da polêmica personagem de Angeli no maior estilo Cidadão Kane. As maiores perguntas – Quem? Como? Onde? - já foram respondidas, resta descobrir o “Por Que”? O filme usa de um estilo de documentário e/ ou reportagem policial/ investigativa para falar sobre o autor e sua personagem. Ao longo do documentário, vários outros personagens do universo Angeli são entrevistados, além de alguns personagens reais que convivem com o autor.

Dossiê Rê Bordosa apresenta de forma bem humorada e eficiente o autor que é um dos maiores nomes dos quadrinhos nacionais. Com seu trabalho sempre ácido, crítico e inconformado, Angeli teve entre seus maiores alvos: a moral cristã e a política conservadora.

Para quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do cartunista vale a pena conferir a exposição “Ocupação Angeli”. A instalação oferece uma infinidade de trabalhos do autor, desde suas primeiras publicações e sketch books, passando por entrevistas em vídeo e painéis de ilustrações e tirinhas, até uma galeria da revista Chiclete com Banana. Mais informações no link - Ocupação Angeli.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Recife Frio

Com uma premissa simples e uma abordagem interessante, Recife Frio propõe uma análise da sociedade pernambucana. O filme de Kleber Mendonça Filho utiliza entrevistas e imagens falsas de arquivo, tecendo com cuidado a veracidade de falso um documentário. O tal documentário se apresenta como uma reportagem de uma emissora estrangeira sobre a estranha mudança climática que trocou as altas temperaturas da região pela Recife fria do título. As mudanças começaram com a queda de um meteoro em uma praia da cidade, logo depois pingüins começaram a chegar e então o impacto logo atingiu as pessoas, a cultura e a economia local, ampliando e expondo problemas já existentes.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Divina Previdência


Divina Previdência, do diretor Sérgio Bianchi, é uma crítica a burocracia nos serviços de saúde.Um mendigo ferido, que perambula pelas ruas, vai até a Previdência Social para pedir ajuda, porém passa por um terrível processo burocrático que o leva a loucura.
Sérgio Bianchi é conhecido por fazer críticas vigorosas à sociedade brasileira mostrando fragmentos dos absurdos cotidianos , as mazelas sociais e a hipocrisia da classe média. Seus alvos preferido são a elite e o Estado, que segundo o diretor,são precursores da amoralidade e da degeneração social.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Handmade


O que esperar de um cineasta que quase se formou em engenharia mecânica e que saiu do curso para trabalhar com animação? Inovação visual seria uma boa resposta. Esse foi o estranho caminho percorrido por Denis Cisma, jovem diretor brasileiro com trabalho altamente autoral.

Cisma ainda não está presente no mercado de longa-metragem, por enquanto impressiona com curtas e trabalhos para publicidade, onde também surpreende pela ousadia estética. Seu filme mistura o real e o irreal, a animação e o live-action, o digital e o analógico, e o resultado é uma espécie de poesia visual.


quinta-feira, 15 de março de 2012

A Lente e a Janela

Uma tema muito abordado no cinema contemporâneo brasileiro é a questão das diferenças sociais.Enquanto muitos vivem uma vida confortável no ambiente familiar,cercados por amor e segurança, outros se encontram nas ruas,de baixo de uma moradia precária, sem recursos e até mesmo sem esperanças.
A Lente e a Janela é um curta metragem do diretor Marcius Barbieri
que trata do antagonismo social de forma delicada, porém inquietante. Verônica é uma menina que ganha uma câmera de Natal de seus pais.Munida de um sentimento de descoberta e aprendizagem, a menina filma elementos cotidianos e se encanta pelas imagens do vídeo. Certo dia,Verônica olha pela janela de seu quarto e começa a filmar uma família de moradores de rua e através da lente se transporta para uma realidade muito longe da dela,fazendo com que veja o mundo com outros olhos.



terça-feira, 13 de março de 2012

Um Apólogo


No inicio da década de 30, em um Brasil que acabara de chegar às mãos do então presidente Getúlio Vargas, uma comissão decidia as primeiras leis em relação ao cinema. O discurso de Vargas aponta o cinema como grande ferramenta para melhorar o ensino no país, palavras que são apoiadas com fervor por intelectuais como Roquete Pinto, fundador da primeira rádio brasileira. O alinhamento nas ideias e a posição de prestígio deram ao antropólogo uma vaga na comissão encarregada de legislar a sétima arte em território nacional. É criada então a “Taxa cinematográfica para a educação popular”, decreto que tirava dos filmes de longa-metragem estrangeiros recursos para a produção de curtas nacionais de cunho educacional. Junto com a medida foi estabelecido uma metragem mínima de filmes nacionais a serem exibidos no circuito comercial, além da compra de projetores para escolas. A medida atendia assim tanto a necessidade de produção como a distribuição. Em 1936 o governo cria o INCE (Instituto Nacional do Cinema Educativo) chefiado por Roquete Pinto, e responsável pela manutenção do novo sistema. Em seis anos depois da criação, o INCE já relatava a produção de “duzentos curtas escolares em 16mm”.

Entre os vários diretores contratados pelo instituto, um recebe a alcunha de “a câmera didática de Vargas”: o diretor mineiro Humberto Mauro. São mais de trezentos os filmes do INCE creditados a Humberto. A câmera de Mauro retratou diversos assuntos, sempre com personalidade e enaltecendo a cultura nacional. Anos mais tarde o cineasta foi elogiado como “o mais brasileiro dos cineastas” por Glauber Rocha, que afirmava que Humberto Mauro era “o pai do cinema novo”.

Numa parceria que me surpreendeu Humberto co-dirigiu um filme com Roquete Pinto – Não imaginei que o pai da radiodifusão se aventurasse nesse meio. O curta é uma adaptação do conto “Um apólogo” do escritor Machado de Assis.

PS: Infelizmente a qualidade do vídeo não é das melhores, mas vai melhorando depois dos primeiros minutos.



terça-feira, 6 de março de 2012

Eu Não Quero Voltar Sozinho


Dirigido por Daniel Ribeiro,Eu Não Quero Voltar Sozinho é um curta-metragem que faz parte do projeto Cine Educação,um programa que exibe filmes nas escolas em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos.
O curta retrata a história de Leonardo, um adolescente cego, cuja vida muda totalmente com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, e entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.
Confundido com o ''kit anti-homofobia" o curta foi descriminado por líderes religiosos do Acre,que mobilizaram políticos da região com o intuito de proibir o projeto Cine Educação como um todo.
Eu Não Quero Voltar Sozinho ganhou o prêmio de melhor curta do 3º festival de Paulínia e muitos outros.


sábado, 3 de março de 2012

Documentário


" dois jovens andando por aí sem ter muito o que fazer ..." - este é o princípio básico mostrado no curta Documentário , que apresenta a história de dois amigos que procuram algo de novo para ver no cinema,tentando fugir da falta de possibilidades. (O curta é do ano de 1966.A ''falta de possibilidades'' seria uma alegoria para a latente falta de liberdade devido ao momento político da época ). A conversa dos dois amigos é cotidiana,e sempre gira em torno na questão: que filme ver, onde e quando.
Sendo o primeiro curta metragem de Rogério Sganzerla, Documentário se torna o ''embrião'' do cinema marginal.Surgido na década de 60, o Cinema Marginal ,era irônico,debochado.Pregava uma questionamento da linguagem cinematográfica e do seu modelo padrão ,além de não possuir uma coesão interna,sendo difícil apontar caraterísticas sólidas.
Sganzerla ficou conhecido como o mais famoso diretor do Cinema Marginal, por produzir em 1968, o longa metragem O Bandido da Luz Vermelha. O cineasta marginal introduziu o anti herói cafajeste e boçal nos cenários de uma São Paulo caótica do 3º mundo, uma Boca do Lixo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Mundo é Uma Cabeça



O mundo é uma cabeça, documentário de Claudio Barros, lançado em 2004, fala sobre o movimento musical Manguebeat. Não há muito o que dizer, o filme não inova na velha fórmula do formato: entrevistas e imagens de arquivo; mas também não deixa a desejar. Apresenta um belo elenco de depoimentos incluindo Chico Science e Nação Zumbi, Fred 04 e Mundo Livre S/A, Gilberto Gil, Otto, Ortinho, Siba e Mestre Ambrósio.

O Manguebeat foi um movimento musical/ cultural ocorrido nos anos 90 em Recife. Idealizado por Chico Science e Fred 04, o manguebeat buscava resgatar as raízes da música regional/ brasileira e mesclar com outros gêneros. Geralmente comparado ao tropicalismo, a revolução de Chico Science foi ao mesmo tempo, um resgate cultural, e também, uma criação de algo novo.


O mundo é uma cabeça from Claudio Barroso on Vimeo.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Dia em que Dorival Encarou a Guarda


Dirigido por Jorge Furtado, O Dia em que Dorival Encarou a Guarda é uma história de transgressão e resistência. Em uma prisão militar,numa noite de calor, o detento Dorival desejava apenas uma coisa: tomar um banho.Porém, consegui-lo não foi tarefa fácil.Dorival teve que encarar não só um soldado, mas também altos cargos do exército para que houvesse a concessão de seu pedido.
Oitavo episódio do livro O Amor de Pedro por João, o curta foi adaptado para o cinema em 1986.Ganhou inúmeros prêmios entre os quias o de melhor curta nacional e melhor ator de curta no festival de Gramado, e prêmios internacionais.