terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Paperman
Na semana passada, a Disney disponibilizou no seu canal oficial no youtube o seu mais novo curta metragem: Paperman. Dirigido por John Kahrs, o filme mescla novas tecnologias com o traço de 2D da Disney, e é um dos indicados a melhor curta metragem de animação deste ano.
Mudo e em preto e branco, Paperman tem como pano de fundo a cidade de Nova York, aparentemente no meio do século XX, e narra a história de um rapaz solitário que encontra casualmente a mulher de seus sonhos.
Sendo exibido antes do longa Detona Ralf, o curta utiliza a tecnologia Final Line Advection, que preserva os traços do desenho feito à mão com ajuda de computação gráfica. Este tipo de tecnologia transforma a animação em uma espécie de híbrido de 2D e 3D e ainda é inédita no mercado.
E olha só que legal, além de disponibilizar o curta, a Disney colocou uma sequência de vídeos como o diretor de Paperman que mostra a produção do curta:
domingo, 3 de fevereiro de 2013
The Hire
BEAT THE DEVIL
POWDER KEG
THE HOSTAGE
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
O outro lado de Jim henson
(1963) Robot
Em 1963, Henson dirigiu e escreveu Robot, um curta metragem encomendado por uma empresa de Comunicações para ser exibido em um seminário, cujo tema era a relação entre o homem e a máquina.
(1965) Time Piece
(1967) Ripples
(1967) The Paperwork Explosion
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
The Archive
Um colecionador é, acima de tudo, alguém que ama aquilo que guarda, alguém que enxerga naquele objeto um grande valor e sente a necessidade de ter aquilo, e se possível apresentar para outras pessoas. A descrição acima talvez funcione melhor para colecionadores de artigos culturais como livros, filmes, fotografias e música, como é o caso de The Archive.
Essa necessidade em alguns casos é tão forte que chega a parecer (ser) um vício, algo que te impede de dormir. Depois de aceita a responsabilidade de colecionar, é impossível para alguns desses colecionadores se ver livre do fardo de ser o guardião da boa cultura (termo que varia na opinião de cada um).
E todos esses sentimentos foram sutilmente captados por Sean Dunne em seu documentário, The Archive. O filme conta a história de Paul Mawhinney, colecionador que ostenta a maior coleção de discos do mundo, e que agora, velho e doente, antecipa com tristeza o fim de seu acervo: o esquecimento.
.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
The Paleface
Na década de 20, auge do cinema mudo, o gênero cômico se destacava por sua popularidade e seus grandes representantes. No entanto, poucos desses nomes sustentaram sua popularidade até os dias atuais, foram, em sua maioria, eclipsados por Charles Chaplin e seu cinema cômico-dramático-social. Entre os palhaços do cinema mudo, alguém que pôde rivalizar com Chaplin em qualidade foi Buster Keaton. Com sua expressão impassível, Keaton conduzia gags físicas de alto risco, praticamente sem auxílio de efeitos, o que gerava espanto e diferenciava seu cinema. Raramente sofria lesões durante as filmagens, o que lhe rendeu apelidos como "The Little Boy Who Can't Be Damaged" ( O garoto que não pode ser ferido). Apesar de talentoso e popular, Keaton não se adaptou tão bem ao cinema falado, e depois de assinar um contrato com a MGM em 1928, se viu podado pelo estúdio que o impedia de realizar suas acrobacias e atava sua liberdade criativa. Sua carreira no cinema declinou lentamente, mas sua atuação nunca cessou completamente. Keaton apresentou um programa de televisão nos anos 50 e realizou aparições em filmes como Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder) e Luzes da Ribalta (Charles Chaplin), ambos filmes que retratavam o saudosismo do cinema mudo.
Luzes da Ribalta, Charlie Chaplin, 1952Em The Paleface, Buster Keaton encontra uma aldeia indígena enquanto caçava borboletas, os índios - que haviam sido ameaçados de despejo e tiveram um de seus mensageiros raptados por barões do petróleo que almejavam suas terras, o que motivou uma postura hostil contra o homem branco - perseguem o invasor cara-pálida para se vingar. Depois de provar seu valor sobrevivendo à uma fogueira, Keaton se alia aos índios para proteger a aldeia.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Winsor McCay
Motivado por esse doodle (aquelas variações interativas no logo do Google que geralmente indicam alguma comemoração) fui conhecer o trabalho de Winsor McCay e já sou muito grato ao Google por isso. O artista faz parte da história, principalmente, por duas contribuições: Little Nemo in The Slumberland, tira publicada semanalmente no jornal New York Herald entre 1905 e 1911; E Gertie, The Dinosaur, animação criada em 1914.
Em suas experimentações na área do cinema, Winsor McCay, teve lugar de destaque entre os pioneiros da animação. Seu primeiro filme, Little Nemo, de 1911, apresenta o processo de criação de um desenho animado de forma didática, mas ainda sim conduzida por uma narrativa, apesar de simples. Em uma reunião com amigos, o cartunista aposta que pode dar movimento aos seus personagens, sendo alvo de piadas no mesmo momento. Um mês depois, com quatro mil telas desenhadas, McCay apresenta os personagens de Little Nemo em movimento, e até coloridos. O mesmo esquema se repete em Gertie, The Dinosaur, quando reunido com seus amigos cartunistas em um museu, o artista se dispõe a exibir um dinossauro se movimentando. Ao fim de seis meses de trabalho, McCay apresenta Gertie, seu dinossauro domado que obedece a seus comandos.
PS: As tiras de Winsor McCay, de 1905 e 1911 estão disponíveis no link: Little Nemo.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Vincent

Vincent é um curta metragem dirigido por Tim Burton. Sendo o primeiro stop motion da carreira de Burton, o curta é consideravelmente famoso no meio cult e já nos mostra a estética característica das produções do diretor.
Enquanto trabalhava como artista conceitual nos estúdios Walt Disney, Tim Burton encontrou dois aliados do departamento executivo : Julie Hickson e Tom Wilhite. Os dois ficaram impressionados com o talento de Burton e, embora suas ideias mais pessoais não fossem um "material Disney", eles sentiam que os trabalhos idealizados por Burton mereciam destaque. Com isso, em 1982, Wilhite investiu US $ 60.000 na produção de um curta inspirado na adaptação de um poema de Burton, intitulado Vincent. O filme é bastante autobiográfico, alguns dizem que é como mergulhar na infância peculiar de Burton. Filmado em preto e branco, o curta foi produzido por Rick Heinrichs e possui um “quê” de filme expressionista alemão. A história é sobre o garotinho de 7 anos Vincent Malloy, que sonha em ser como ator de filmes de terror Vincent Price (que inclusive dublou o curta).Além disso, o garoto tem como autor favorito Edgar Allan Poe e fantasia com coisas tenebrosas e obscuras , fingindo ser um louco atormentado.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Undun

segunda-feira, 23 de abril de 2012
Making The Shinning
A produção de um filme sempre gera curiosidade para quem assiste. Por isso, o Making Of, uma espécie de documentário sobre osbastidores do filme, é bastante comum em grandes produções da indústria cinematográfica.
Com apenas 17 anos, Vivian Kubrick (filha de Stanley Kubrick) filmou os bastidores do filme O Iluminado e produziu o curta documentário Making The Shinning, que foi exibido na BBC. Além de mostrar os sets de filmagem, o documentário acompanha de perto o aquecimento de Jack Nicholson e Shelley Duvall tendo um colapso de stress e cansaço por conta da extrema exigência que Stanley Kubrick fazia das atuações.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
The Critic
Para alguns é quase inevitável assistir um filme sem fazer comentários durante a sessão,principalmente quando há coisas desconexas, mensagens muito abstratas ou quando chega a ser revoltante mesmo.Em The Critic,um homem comenta de forma irônica um filme ''X'' de formas geométricas, tentando entender o que se passa no filme.
Dirigido por Ernest Pintoff e narrado pelo cineasta Mel Brooks, o curta é uma sátira à arte moderna.Além disso, The Critic ganhou o Oscar de melhor curta animado de 1963 e apresenta uma crítica direta aos curtas artísticos do diretor Norman McLaren, que na maioria das vezes são animações de desenhos geométricos.
A ideia do curta surgiu quando Mel Brooks estava no cinema assistindo um filme avant-garde de Norman McLaren e ouviu um senhor rabugento na fileira de trás, resmungando para si mesmo sobre o filme.A partir disso, Brooks reconheceu as possibilidades de se criar uma comédia e contatou Ernest Pintoff para fazer o curta.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Steamboat Willie
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Last Year in Viet Nam
O curta retrata a história da volta pra casa de um soldado americano que estava no Vietnã. O soldado, ao invés de encontrar um lar ou alguém que esperava por sua volta, se vê extremamente sozinho em um apartamento, chegando a se comparar com Travis Bickle, personagem do filme Taxi Driver de Martin Scorsese.
Curiosamente, Oliver Stone é um veterano da guerra do Vietnã e procura retratar uma mensagem anti-militarista em seus filmes, mostrando horrores vividos em combate. O diretor serviu a Divisão de Infantaria do exército e ganhou honrarias como a Purple Heart e Bronze Star.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Sounds From a Town I Love
quinta-feira, 29 de março de 2012
Hotel Chevalier
A história é um prólogo do longa Viagem a Darjeeling e retrata a história de dois ex-amantes que se encontram num hotel em Paris. O curta foi filmado em um hotel parisiense por uma pequena equipe e auto financiado pelo próprio Wes Anderson.
Vale citar a peculiaridade das produções do diretor. Conhecido por fazer misturar perfeitamente a comédia e o drama e possuir um estilo característico de direção, Wes Anderson introduz em seus filmes algumas particularidades, e Hotel Chevalier não foge de seu estilo. Cores fortes como o amarelo, os planos abertos e simétricos, o elenco fixo (estrelado geralmente pelos atores Jason Schwartzman, Owen Wilson,Luke Wilson e o Bill Murray) e a introdução de uma trilha sonora pop e de boa qualidade são algumas características que aparecem no cinema de Wes Anderson.
segunda-feira, 19 de março de 2012
What’s a Nice Girl Like You Doing in a Place Like This?
What’s a Nice Girl Like You Doing in a Place Like This? é um dos primeiros curta metragens feitos pelo renomado diretor Martin Scorsese. Produzido dez anos antes de Caminhos Perigosos, o primeiro longa de sucesso de Scorsese, o curta foi feito no período que o diretor estudava na Tisch School of the Arts da Universidade de Nova Iorque.
Descrito por Scorsese como "um conto de paranóia pura", o curta de 1963 se destaca pelos diálogos cômicos e inteligentes, além da edição,fotografia , estilo visual e outros elementos que demonstram traços da genialidade prematura do diretor.
A história é sobre o escritor Harry,um homem obcecado por uma foto que está em sua parede.O personagem luta contra essa obsessão, se casa, consulta um analista e consegue amenizar o sentimento desenfreado. Porém, uma nova obsessão aparece e faz com que ele se perca dentro de sua loucura.
ps: A imagem acima é do making off do curta.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Fight For Your Right - Reviseted
A Invenção de Hugo Cabret e as referências cinéfilas de Martin Scorsese

Martin Scorsese, considerado por alguns como o maior diretor americano vivo, realiza em seu primeiro filme no formato 3-D uma homenagem ao pai dos efeitos especiais, George Mélies.No filme, Scorsese homenageia além de George Mélies outros grandes filmes e diretores do começo do século e apresenta ao grande público o seu amor pela história do cinema.
O Grande Roubo do Trem (Edwin S.Porter/1903)
O Beijo (William Heise;1896) - a primeira cena de beijo da história do cinema
The Eclipse: Courtship of the Sun and Moon (Georges Méliès; 1907)
A Saída dos Operários da Fábrica Lumière(Irmãos Lumière;1895)
O Reino das Fadas (George Méliès;1903)
Viagem à Lua (George Méliès,1902)
Post antigo - clique aqui
segunda-feira, 5 de março de 2012
Your Lucky Day
São poucas as chances que a maioria das pessoas tem de realizar seus sonhos e objetivos de vida. Na maioria das vezes, é necessário possuir dinheiro, coisa que quase sempre falta. Esses sonhos, coisas como montar um empreendimento ou investir na formação, vão se distanciando à medida que a pessoa começa a contrair dívidas ou responsabilidades, constituir uma família, e o tempo passa.
O dinheiro poderia ajudar na construção desses planos e algumas pessoas tem esperança em um milagre, mas não num milagre religioso e sim na sorte, na loteria. O processo envolve fé, porém não em deus e sim na possibilidade de ganhar, de ficar rico. A santa loteria, a chance de mudar completamente de vida. As chances são poucas, mas há quem jogue sempre e com fé de que pode enriquecer. O que você faria por um bilhete premiado?
A história se passa numa loja de conveniência, lá dentro clientes de diversos tipos. A ação começa quando um dos clientes descobre que acertou os números da loteria e começa a comemorar. Logo ele é percebido e o bilhete atraí a atenção geral.
PS: Aconselho que assistam em tela cheia.
O Coração Delator
A abertura do curta O Coração Delator, já diz muito sobre o próprio filme.Dirigido por Ted Parmelee e narrado pelo ator James Mason,o curta é baseado em um conto do escritor Edgar Allan Poe e procura captar toda atmosfera de suspense e horror proposta por ele.
Publicado a quase 100 anos depois do conto original de Poe, o curta nos mostra a história de um homem que vive momentos de paranoia enquanto mora com um ancião, que possui uma espécie de olho de vidro. A insanidade do personagem vai aparecendo ao longo do tempo,quando este se torna obcecado pelo olho do velho e começa a planejar um assassinato.
O curta foi nomeado para o Oscar de Melhor Curta de Animação de 1953, mas perdeu para Toot,Whistle, Plunk e Boom da Walt Disney Productions. E há um projeto para refilma-lo em 3D.
O Imigrante






