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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Paperman



Na semana passada, a Disney disponibilizou no seu canal oficial no youtube o seu mais novo curta metragem: Paperman. Dirigido por John Kahrs, o filme mescla novas tecnologias com o traço de 2D da Disney, e é um dos indicados a melhor curta metragem de animação deste ano.

Mudo e em preto e branco, Paperman tem como pano de fundo a cidade de Nova York, aparentemente no meio do século XX, e narra a história de um rapaz solitário que encontra casualmente a mulher de seus sonhos.

Sendo exibido antes do longa Detona Ralf, o curta utiliza a tecnologia Final Line Advection, que preserva os traços do desenho feito à mão com ajuda de computação gráfica. Este tipo de tecnologia transforma a animação em uma espécie de híbrido de 2D e 3D e ainda é inédita no mercado.


                       

E olha só que legal, além de disponibilizar o curta, a Disney colocou uma sequência de vídeos como o diretor de Paperman que mostra a produção do curta:


                        

                 
                   

domingo, 3 de fevereiro de 2013

The Hire



Uma coisa rara quando se fala em curta-metragem é investimento. Por não terem um circuito comercial de exibição e nem serem "vendidos" de nenhuma outra forma, os filmes de curta-metragem não são um formato muito atraente para grandes marcas e empresários. Mas não que essa característica tornem esses filmes menos interessantes, muito pelo contrário, a ausência de investimento estimula os autores a desenvolver formas criativas, inovadoras e baratas de contar suas histórias. Afinal, essa liberdade é o que torna o curta-metragem um espaço tão usado para linguagens experimentais.

Mas é impossível negar que apesar das soluções serem infinitas ao longo da história dos filmes curtos, alguns gêneros cinematográficos nunca puderam atravessar a ponte entre o longa e o curta-metragem. O maior exemplo é o gênero ação. Famosos por grandes explosões, perseguições automotivas, tiroteios, lutas e coisas do tipo, os filmes de ação sempre foram responsáveis por grande parte da renda do cinema comercial mundial (principalmente americano), e tem fãs por toda parte.

Apesar de rara a equação - curta-metragem + investimento - , ela não é inédita. Entre 2001 e 2002, a BMW produziu uma série de oito filmes curtos para serem disponibilizados na internet. O  projeto da empresa juntou os diretores David Fincher (Clube da Luta, A Rede Social), John Woo (A Outra Face, Missão Impossível 2), Ang Lee (Brokeback Mountain, A Vida de PI) , Guy Ritchie (Snatch, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes), Alejandro Gonzalez Iñarritu (Babel, Biutiful), Wong Kar-Wai (Amores Expressos, Um Beijo Roubado), e os irmãos Ridley (Blade Runner, Falcão Negro Em Perigo) e Tony Scott (Top Gun, Chamas da Vingança). Os filmes, com cerca dez minutos cada um, tem em comum o ator Clive Owen no papel de motorista e sempre um dos carros da fábrica. As condições parecem restritivas e obviamente todos os filmes tem perseguições e cenas de velocidade para exaltar as qualidades do produto, mas os filmes variam seus estilos estéticos e suas histórias de forma tão competente que é impossível não perceber as assinaturas de seus respectivos autores.

Apesar de gostar da ideia e da execução dos filmes, prefiro postar só os meus favoritos para não alongar ainda mais a postagem, mas deixo o link aqui para os outros filmes: LINK.

Abaixo, os meus favoritos:



BEAT THE DEVIL




Em uma maravilhosa mistura de influências como o Fausto de Goethe e a velha lenda sobre a origem do talento de Robert Johnson, Tony Scott nos conduz através da jornada do velho e cansado James Brown que almeja recuperar sua juventude. Na história, o cantor reencontra o demônio para negociar favores e prolongar seus dias de glória. Além de James Brown, o filme conta com Gary Oldman, Danny Trejo e Marilyn Manson.

                   

POWDER KEG


Iñarritu realiza aqui o filme mais sério dos oito, fazendo a relevância do carro (e de sua performance) sumir entre um ambiente político, uma fotografia muito própria e algumas reflexões sobre a fotografia e o ato de representar/ registrar a realidade. O curta conta a história de um fotógrafo de guerra que, infiltrado entre guerrilheiros, presencia um assassinato e passa a ser caçado. Com a intenção de salva-lo a ONU envia um motorista para o resgate.

                     

THE HOSTAGE


Entre os três, talvez o filme de John Woo seja o menos criativo. A situação é até bastante clichê dentro do universo dos filmes de ação, mas esse universo é sua especialidade, e um clichê bem executado tem seu valor. No filme o motorista é contratado para negociar com um sequestrador, as coisas não saem como o esperado e o homem se suicida sem revelar a localização da vítima. Depois de um rápido raciocínio o motorista consegue entrar em contato com a mulher que está presa e parte em socorro. O filme é a imagem perfeita de um filme de ação, com alguns requintes estéticos.

                  

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O outro lado de Jim henson


Jim Henson é um grande exemplo de como um artista pode criar coisas distintas e ser bem sucedido nisso. Conhecido por ser o criador e manipulador dos Muppets, Henson se tornou um dos grandes nomes da televisão americana produzindo seriados de bonecos como a Vila Sesamo , Fraggle Rock e o próprio The Muppet Show. Porém, além da carreira televisiva, Henson também trabalhava como roteirista e diretor, e nos 60 passou a participar de projetos de comerciais e filmes experimentais.
 

(1963) Robot 

Em 1963, Henson dirigiu e escreveu Robot, um curta metragem encomendado por uma empresa de Comunicações para ser exibido em um seminário, cujo tema era a relação entre o homem e a máquina.


                     

(1965) Time Piece


Exibido pela primeira vez em maio de 1965, no Museu de Arte Moderna, Time Piece é escrito,dirigido, produzido e estrelado por Jim Henson. O curta , de quase 2 minutos de duração, é uma obra surrealista que explora e analisa a passagem do tempo de forma criativa e ágil. No Oscar daquele ano, Time Piece foi indicado à melhor curta.

                      

(1967) Ripples



Em Ripples,de 1967, Henson explora a consciência humana. Imagens da vida de um homem são sobrepostas em ondulações (aquela ondinha que forma quando se joga uma pedra na água) e tudo isso é embalado pela uma trilha sonora de Raymond Scott, que utiliza sons elétricos para criar um efeito de fluxo de consciência. 

                     

(1967) The Paperwork Explosion



The Paperwork Explosion é mais um ‘’filme encomenda’’ de Henson. Sendo um pedido da IBM, o curta explora o novo lançamento da empresa, o Magnetic Tape Selectric Typewriter , e enfatiza a importância de aparelho que facilitam a vida dos homens. "As máquinas devem trabalhar, as pessoas devem pensar."

                    

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

The Archive



Um colecionador é, acima de tudo, alguém que ama aquilo que guarda, alguém que enxerga naquele objeto um grande valor e sente a necessidade de ter aquilo, e se possível apresentar para outras pessoas. A descrição acima talvez funcione melhor para colecionadores de artigos culturais como livros, filmes, fotografias e música, como é o caso de The Archive. 

Essa necessidade em alguns casos é tão forte que chega a parecer (ser) um vício, algo que te impede de dormir. Depois de aceita a responsabilidade de colecionar, é impossível para alguns desses colecionadores se ver livre do fardo de ser o guardião da boa cultura (termo que varia na opinião de cada um).

E todos esses sentimentos foram sutilmente captados por Sean Dunne em seu documentário, The Archive. O filme conta a história de Paul Mawhinney, colecionador que ostenta a maior coleção de discos do mundo, e que agora, velho e doente, antecipa com tristeza o fim de seu acervo: o esquecimento.


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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

The Paleface


Na década de 20, auge do cinema mudo, o gênero cômico se destacava por sua popularidade e seus grandes representantes. No entanto, poucos desses nomes sustentaram sua popularidade até os dias atuais, foram, em sua maioria, eclipsados por Charles Chaplin e seu cinema cômico-dramático-social. Entre os palhaços do cinema mudo, alguém que pôde rivalizar com Chaplin em qualidade foi Buster Keaton. Com sua expressão impassível, Keaton conduzia gags físicas de alto risco, praticamente sem auxílio de efeitos, o que gerava espanto e diferenciava seu cinema. Raramente sofria lesões durante as filmagens, o que lhe rendeu apelidos como "The Little Boy Who Can't Be Damaged" ( O garoto que não pode ser ferido). Apesar de talentoso e popular, Keaton não se adaptou tão bem ao cinema falado, e depois de assinar um contrato com a MGM em 1928, se viu podado pelo estúdio que o impedia de realizar suas acrobacias e atava sua liberdade criativa. Sua carreira no cinema declinou lentamente, mas sua atuação nunca cessou completamente.  Keaton apresentou um programa de televisão nos anos 50 e realizou aparições em filmes como Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder) e Luzes da Ribalta (Charles Chaplin), ambos filmes que retratavam o saudosismo do cinema mudo.

                   
Luzes da Ribalta, Charlie Chaplin, 1952
Em The Paleface, Buster Keaton encontra uma aldeia indígena enquanto caçava borboletas, os índios - que haviam sido ameaçados de despejo e tiveram um de seus mensageiros raptados por barões do petróleo que almejavam suas terras, o que motivou uma postura hostil contra o homem branco - perseguem o invasor cara-pálida para se vingar. Depois de provar seu valor sobrevivendo à uma fogueira, Keaton se alia aos índios para proteger a aldeia.


                   

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Winsor McCay


Motivado por esse doodle (aquelas variações interativas no logo do Google que geralmente indicam alguma comemoração) fui conhecer o trabalho de Winsor McCay e já sou muito grato ao Google por isso. O artista faz parte da história, principalmente, por duas contribuições: Little Nemo in The Slumberland, tira publicada semanalmente no jornal New York Herald entre 1905 e 1911; E Gertie, The Dinosaur, animação criada em 1914.


Em suas tirinhas, o cartunista Winsor McCay, contava as histórias de Nemo, um garoto que vagava por seu imaginário, sempre conduzido por algum personagem desse estranho universo. Nos primeiros anos, Nemo era sempre convidado pelos personagens, que se apresentavam como servos do rei Morpheu, para conhecer seu reino de sonhos e sua filha, a princesa Camille. Ao longo do trajeto alguma coisa sempre dava errado e,  tomado pelo medo, Nemo acordava em sua cama e era repreendido ou consolado por seus pais que haviam acordado com os gritos do menino. Nos anos posteriores, a partir de 1906, Nemo alcança as portas de Slumberland, e novos personagens são introduzidos aos leitores.


Apesar de repetir semanalmente a mesma fórmula - Nemo dormindo, viagem, problema, Nemo acorda assustado – o autor conseguiu continuar criativo dentro desses limites. As aventuras sempre introduziam novos cenários e personagens, cenas fantásticas lindamente produzidas pelas mãos do artista.


                 

Em suas experimentações na área do cinema, Winsor McCay, teve lugar de destaque entre os pioneiros da animação. Seu primeiro filme, Little Nemo, de 1911, apresenta o processo de criação de um desenho animado de forma didática, mas ainda sim conduzida por uma narrativa, apesar de simples. Em uma reunião com amigos, o cartunista aposta que pode dar movimento aos seus personagens, sendo alvo de piadas no mesmo momento. Um mês depois, com quatro mil telas desenhadas, McCay apresenta os personagens de Little Nemo em movimento, e até coloridos. O mesmo esquema se repete em Gertie, The Dinosaur, quando reunido com seus amigos cartunistas em um museu, o artista se dispõe a exibir um dinossauro se movimentando. Ao fim de seis meses de trabalho, McCay apresenta Gertie, seu dinossauro domado que obedece a seus comandos.

                            



PS: As tiras de Winsor McCay, de 1905 e 1911 estão disponíveis no link: Little Nemo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Vincent





"Há uma energia no stop motion que você não consegue descrever. Tem a ver com dar vida a objetos e por essa razão que quis trabalhar com animação. " Tim Burton


Vincent é um curta metragem dirigido por Tim Burton. Sendo o primeiro stop motion da carreira de Burton, o curta é consideravelmente famoso no meio cult e já nos mostra a estética característica das produções do diretor.
Enquanto trabalhava como artista conceitual nos estúdios Walt Disney, Tim Burton encontrou dois aliados do departamento executivo : Julie Hickson e Tom Wilhite. Os dois ficaram impressionados com o talento de Burton e, embora suas ideias mais pessoais não fossem um "material Disney", eles sentiam que os trabalhos idealizados por Burton mereciam destaque. Com isso, em 1982, Wilhite investiu US $ 60.000 na produção de um curta inspirado na adaptação de um poema de Burton, intitulado Vincent.
O filme é bastante autobiográfico, alguns dizem que é como mergulhar na infância peculiar de Burton. Filmado em preto e branco, o curta foi produzido por Rick Heinrichs e possui um “quê” de filme expressionista alemão. A história é sobre o garotinho de 7 anos Vincent Malloy, que sonha em ser como ator de filmes de terror Vincent Price (que inclusive dublou o curta).Além disso, o garoto tem como autor favorito Edgar Allan Poe e fantasia com coisas tenebrosas e obscuras , fingindo ser um louco atormentado.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Undun


Pra fechar, pelo menos por enquanto, a coleção de videoclipes cinematográficos, que já conta com Time to Dance (The Shoes) e Fight For Your Right Revisited (Beastie Boys), vou postar hoje Undun. O filme, dirigido por Clifton Bell, conta a história de um garoto, seu caminho no crime e as conseqüências vividas por ele. Com o mesmo título do disco, Undun ilustra o álbum com precisão. A obra não faz do protagonista um vilão e também não o retrata como um herói, basicamente mostra um contexto social e a reação escolhida por esse garoto para "vencer" nesse cenário.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Making The Shinning



A produção de um filme sempre gera curiosidade para quem assiste. Por isso, o Making Of, uma espécie de documentário sobre osbastidores do filme, é bastante comum em grandes produções da indústria cinematográfica.

Com apenas 17 anos, Vivian Kubrick (filha de Stanley Kubrick) filmou os bastidores do filme O Iluminado e produziu o curta documentário Making The Shinning, que foi exibido na BBC. Além de mostrar os sets de filmagem, o documentário acompanha de perto o aquecimento de Jack Nicholson e Shelley Duvall tendo um colapso de stress e cansaço por conta da extrema exigência que Stanley Kubrick fazia das atuações.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

The Critic


Para alguns é quase inevitável assistir um filme sem fazer comentários durante a sessão,principalmente quando há coisas desconexas, mensagens muito abstratas ou quando chega a ser revoltante mesmo.Em The Critic,um homem comenta de forma irônica um filme ''X'' de formas geométricas, tentando entender o que se passa no filme.
Dirigido por Ernest Pintoff e narrado pelo cineasta Mel Brooks, o curta é uma sátira à arte moderna.Além disso, The Critic ganhou o Oscar de melhor curta animado de 1963 e apresenta uma crítica direta aos curtas artísticos do diretor Norman McLaren, que na maioria das vezes são animações de desenhos geométricos.
A ideia do curta surgiu quando Mel Brooks estava no cinema assistindo um filme avant-garde de Norman McLaren e ouviu um senhor rabugento na fileira de trás, resmungando para si mesmo sobre o filme.A partir disso, Brooks reconheceu as possibilidades de se criar uma comédia e contatou Ernest Pintoff para fazer o curta.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Steamboat Willie


Um dos grandes problemas que se tem estudando história é a imprecisão de datas. O cinema sofre disso como qualquer outra área. Brigas sobre quem inventou o que e quando foi lançado tal filme permeiam as discussões sobre a 7° arte. Entre essas datas confusas e informações perdidas está o filme “Steamboat Willie”. Em algumas fontes essa animação é creditada como a primeira aparição de Mickey Mouse, o personagem símbolo do estúdio, mas outros relatos afirmam Plane Crazy como a primeira aparição do camundongo. Outras apontam o filme como a primeira animação com som sincronizado, mérito que é atribuído a Max Fleischer e seu Song Car-Tune por outras fontes.

O curta, motivado pela concorrência dos filmes sonoros, tem foco na música e conta a história de Mickey que trabalha como ajudante em um barco, mas sonha em ser capitão. Verdadeiras ou não, as histórias só dão mais luz ao filme e a batalha que marca a fase de sonorização do cinema. Processo popularizado com o filme O Cantor de Jazz de 1927.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Last Year in Viet Nam




Last Year in Viet Nam é o primeiro curta metragem do diretor americano Oliver Stone. Conhecido por dirigir filmes como Platoon e Nascido em 4 de julho, o diretor já traz em seu primeiro trabalho a temática da guerra.
O curta retrata a história da volta pra casa de um soldado americano que estava no Vietnã. O soldado, ao invés de encontrar um lar ou alguém que esperava por sua volta, se vê extremamente sozinho em um apartamento, chegando a se comparar com Travis Bickle, personagem do filme Taxi Driver de Martin Scorsese.
Curiosamente, Oliver Stone é um veterano da guerra do Vietnã e procura retratar uma mensagem anti-militarista em seus filmes, mostrando horrores vividos em combate. O diretor serviu a Divisão de Infantaria do exército e ganhou honrarias como a Purple Heart e Bronze Star.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sounds From a Town I Love

Woody Allen é a figura mais caricata de Nova Iorque.O diretor se envolveu tanto com a cidade que seu relacionamento com a Big Apple chega a ser uma história de amor.Uma das maiores homenagens de Woody a Nova Iorque é sem dúvida o filme Manhattan,que logo na primeira cena já traz uma descrição romântica da cidade em meio a imagens em preto e branco.
No curta Sounds From a Town I Love,o diretor retrata seu olhar cômico sobre o cotidiano caótico do novaiorquino,estabelecendo praticamente um desfile de personagens.O filme é colaboração ao The Concert of New York,um evento beneficente organizado por Paul McCartney um mês depois dos ataques terroristas de 11 de setembro.Ao apresentar o curta de Woody no evento,John Cusack leu um bilhete do diretor que dizia: "Peço desculpas antecipadamente pelo meu curta metragem. A causa era tão interessante que eu não pude dizer 'não' para contribuir com esse show maravilhoso. Eu fiz o melhor que pude. Se você odiou isso, vou tentar fazer as pazes com você de alguma forma no futuro. Atenciosamente, Woody Allen.''




quinta-feira, 29 de março de 2012

Hotel Chevalier


Dirigido por Wes Anderson, Hotel Chevalier é um curta metragem de 2007 estrelado por Natalie Portman e Jason Schwartzman. Foi exibido no 64ºFestival de Veneza e teve uma repercussão considerável na internet, chegando a ser baixado 500.000 vezes no Itunes, onde foi disponibilizado.
A história é um prólogo do longa Viagem a
Darjeeling e retrata a história de dois ex-amantes que se encontram num hotel em Paris. O curta foi filmado em um hotel parisiense por uma pequena equipe e auto financiado pelo próprio Wes Anderson.
Vale citar a peculiaridade das produções do diretor. Conhecido por fazer misturar perfeitamente a comédia e o drama e possuir um estilo característico de direção, Wes Anderson introduz em seus filmes algumas particularidades, e Hotel Chevalier não foge de seu estilo. Cores fortes como o amarelo, os planos abertos e simétricos, o elenco fixo (estrelado geralmente pelos atores Jason Schwartzman, Owen Wilson,Luke Wilson e o Bill Murray) e a introdução de uma trilha sonora pop e de boa qualidade são algumas características que aparecem no cinema de Wes Anderson.

segunda-feira, 19 de março de 2012

What’s a Nice Girl Like You Doing in a Place Like This?


What’s a Nice Girl Like You Doing in a Place Like This?
é um dos primeiros curta metragens feitos pelo renomado diretor Martin Scorsese. Produzido dez anos antes de Caminhos Perigosos, o primeiro longa de sucesso de Scorsese, o curta foi feito no período que o diretor estudava na Tisch School of the Arts da Universidade de Nova Iorque.
Descrito por Scorsese como "um conto de paranóia pura", o curta de 1963 se destaca pelos diálogos cômicos e inteligentes, além da edição,fotografia , estilo visual e outros elementos que demonstram traços da genialidade prematura do diretor.
A história é sobre o escritor Harry,um homem obcecado por uma foto que está em sua parede.O personagem luta contra essa obsessão, se casa, consulta um analista e consegue amenizar o sentimento desenfreado. Porém, uma nova obsessão aparece e faz com que ele se perca dentro de sua loucura.

ps: A imagem acima é do making off do curta.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fight For Your Right - Reviseted


Assim como o curta-metragem, o videoclipe tem, quase sempre, poucos minutos de duração. Outra semelhança é a liberdade experimental e como isso é usado como laboratório para diretores de longa-metragem. Entre as mais famosas incursões de cineastas no meio dos videoclipes estão Martin Scorsese, Michel Gondry, Sofia Coppola e Spike Jonze.

É verdade que o videoclipe tem sua própria linguagem – Cortes secos e edição ritmada, entre outras coisas – mas isso não é uma regra e muitos clipes fogem dessa fórmula. Alguns têm narrativa linear, outros têm foco em símbolos e ícones, a única constante é sempre a música. O que me faz pensar que alguns videoclipes são basicamente curtas musicais ou algo do tipo.

Essa questão me veio à cabeça quando me lembrei de dois curtas – são chamados assim pelos criadores – baseados em músicas. Não vou começar a postar clipes a partir de hoje, apesar de admirar muito o formato. Um dos curtas que me passaram pela cabeça é o Fight For Your Rights – Reviseted.

O filme dirigido por Adam Yauch, um dos integrantes do grupo, foi lançado simultaneamente ao disco Hot Sauce Comitee Pt 2, no ano passado. O filme mostra uma disputa entre Os Beastie Boys do passado - que saem da festa do clipe Fight For Your Right (Licensed to Ill, 1986) – e os Beastie Boys do futuro. Entre os nomes do elenco estão Jack Black, Elijah Wood, Seth Rogen, Will Ferrel, Susan Sarandon.



A Invenção de Hugo Cabret e as referências cinéfilas de Martin Scorsese



M
artin Scorsese, considerado por alguns como o maior diretor americano vivo, realiza em seu primeiro filme no formato 3-D uma homenagem ao pai dos efeitos especiais, George Mélies.
No filme, Scorsese homenageia além de George Mélies outros grandes filmes e diretores do começo do século e apresenta ao grande público o seu amor pela história do cinema.
Durante sua carreira, Scorsese só havia falado tanto sobre cinema em O Aviador, narrando a produção do filme Hell Angels.Assim como A Invenção de Hugo Cabret, a homenagem é direcionada a filmes antigos e praticamente esquecidos pelo público. Nessas obras o diretor declara abertamente sua cinefilia.
Poucos sabem, mas Martin Scorsese mantém a restauração de filmes antigos como atividade secundaria.A Invenção de Hugo Cabret se encaixa perfeitamente nesse hobby tamanha é a quantidade de referências aos primeiros filmes da história.Selecionamos alguns desses filmes que foram citados ou apareceram na Invenção de Hugo Cabret:
A Chegada do Trem na estação (Irmãos Lumière;1896)
Le Mélomane (George Méliès;1903)


O Grande Roubo do Trem (Edwin S.Porter/1903)


O Beijo (William Heise;1896) - a primeira cena de beijo da história do cinema


The Eclipse: Courtship of the Sun and Moon (Georges Méliès; 1907)


A Saída dos Operários da Fábrica Lumière(Irmãos Lumière;1895)


O Reino das Fadas (George Méliès;1903)


Safety Last! (Fred C. Newmeyer & Sam Taylor; 1923)


Viagem à Lua (George Méliès,1902)
Post antigo - clique aqui


segunda-feira, 5 de março de 2012

Your Lucky Day


São poucas as chances que a maioria das pessoas tem de realizar seus sonhos e objetivos de vida. Na maioria das vezes, é necessário possuir dinheiro, coisa que quase sempre falta. Esses sonhos, coisas como montar um empreendimento ou investir na formação, vão se distanciando à medida que a pessoa começa a contrair dívidas ou responsabilidades, constituir uma família, e o tempo passa.

O dinheiro poderia ajudar na construção desses planos e algumas pessoas tem esperança em um milagre, mas não num milagre religioso e sim na sorte, na loteria. O processo envolve fé, porém não em deus e sim na possibilidade de ganhar, de ficar rico. A santa loteria, a chance de mudar completamente de vida. As chances são poucas, mas há quem jogue sempre e com fé de que pode enriquecer. O que você faria por um bilhete premiado?

A história se passa numa loja de conveniência, lá dentro clientes de diversos tipos. A ação começa quando um dos clientes descobre que acertou os números da loteria e começa a comemorar. Logo ele é percebido e o bilhete atraí a atenção geral.

PS: Aconselho que assistam em tela cheia.


O Coração Delator


"O filme que você está prestes a ver é baseado em uma história contada a muitos anos atrás por um mestre do drama e do suspense.Essa história é retratada através dos olhos de um homem louco que, assim como nós,acreditava que era são. ''

A abertura do curta O Coração Delator, já diz muito sobre o próprio filme.Dirigido por
Ted Parmelee e narrado pelo ator James Mason,o curta é baseado em um conto do escritor Edgar Allan Poe e procura captar toda atmosfera de suspense e horror proposta por ele.
Publicado a quase 100 anos depois do conto original de Poe, o curta nos mostra a história de um homem que vive momentos de paranoia enquanto mora com um ancião, que possui uma espécie de olho de vidro. A insanidade do personagem vai aparecendo ao longo do tempo,quando este se torna obcecado pelo olho do velho e começa a planejar um assassinato.
O curta foi nomeado para o Oscar de Melhor Curta de Animação de 1953, mas perdeu para Toot,Whistle, Plunk e Boom da Walt Disney Productions. E há um projeto para refilma-lo em 3D.

O Imigrante






Um dos maiores artistas do século XX, Charles Chaplin é, ainda hoje, o maior símbolo do cinema. O cinema de Chaplin tinha um alcance impressionante, sua pantomina mais sutil que o convencional, seu carisma e seu talento para a criação de cenas acabaram lhe dando o prestígio de ser o homem mais famoso do mundo em 1918.

Chaplin superou as dificuldades de sua infância pobre, passou pelos palcos de vaudeville, com números cômicos nos Estados Unidos, até chegar ao cinema. Com sua experiência na comédia, o jovem ator obteve rápido sucesso nas produções do estúdio de Mack Sennet.

O Vagabundo, o personagem da maioria de seus filmes, sofre com os problemas da pobreza, coisas que ele viveu intensamente como a fome e o tratamento abusivo da polícia. “Quando Chaplin entrar na Keystone para rodar “filmes de perseguição”, correrá mais rápido e mais longe que seus colegas do music-hall, pois, embora não fosse o único cineasta a descrever a fome, foi o único a conhecê-la, e isso é o que iriam perceber os espectadores do mundo inteiro quando os filmes começaram a circular a partir de 1914.” – François Truffaut no prefácio do livro Chaplin de André Bazin.

Em O Imigrante, de 1917, Chaplin narra a viagem e a chegada, não muito calorosa, dos passageiros de um navio que vinha para Nova York. A clássica ilusão do imigrante que foge da pobreza para uma terra de oportunidades. Em uma das cenas o intertítulo anuncia: “The arrival in the land of liberty”, depois é exibida uma imagem da Estátua da Liberdade, e logo em seguida o Vagabundo e os outros passageiros são amarrados. A crítica social e a ironia, sem esquecer a comédia e o romance.