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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Night Fishing


Não acredito que exista uma receita para a criatividade, pelo contrário, sei que cada pessoa tem uma personalidade única, com complexidades e pensamentos diversos. Mas a cada dia que passa começo a aceitar mais e mais a ideia de que alguns limites e amarras pressionam o artista a buscar novos caminhos. É o caso, por exemplo, do recente post The Hire, onde, convidados por uma marca, diversos diretores criaram seus filmes com a condição lógica de expor o produto. Mesmo com a condição imposta, os resultados mantiveram a qualidade e a identidade de seus diretores. Um caso parecido é o filme Night Fishing.

Dirigido pelo sul coreano Chan-Wook Park, o filme foi realizado em 2011 e patrocinado pela Apple.O diretor alcançou reconhecimento mundial com Old Boy, filme de 2003 que compõe a Trilogia da Vingança.A trilogia, como diz o nome, trata de histórias centradas na vingança, sem economizar violência e drama.  Em Night Fishing o diretor conta uma história sobre a morte de um ponto de vista místico e religioso.

                     

quarta-feira, 20 de março de 2013

Penas



 O que pode acontecer quando um homem se depara com penas crescendo no seu braço? É câncer? Ele vai morrer?

Dirigido por Paulinho Caruso, Penas é uma adaptação da história em quadrinhos homônima do cartunista Laerte Coutinho. Exibido no ano passado no 23º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, o filme conta com a presença do próprio Laerte e dos cartunistas Angeli, Alcy , além de Paulo Caruso, pai do diretor.

A história, com um non-sense inspirador, foi publicada em 1988 na revista Chiclete com Banana e não possui um destino certo. Um homem comum passa a ter penas brancas no braço e começa a “alçar vôos” mais altos na vida. 

 


segunda-feira, 11 de março de 2013

Stop Motion.

Making of de ParaNorman, 2012

Para não me repetir (ainda mais) sobre o assunto stop motion, optei por incluir no post três autores que usam a técnica como base de seu trabalho, estão em atividade atualmente e sempre me impressionaram.

Atualmente desgastada, mas sem perder seu prestígio, a técnica de stop motion sempre impressiona o público, principalmente quando o processo de execução é esclarecido. Aparentemente inovadora, a técnica é uma espécie de engenharia reversa do conceito básico de imagem cinética: são sequências de fotografias com pequenas alterações de movimentos. Quando usada com atores reais, o stop motion reduz a projeção e move os atores de formas não convencionais, evidenciando o uso da técnica e renegando a ilusão de movimento natural da imagem cinética. Mas na maioria das vezes o recurso é utilizado com bonecos ou objetos inanimados, que então se tornam personagens ou são usados como efeitos visuais. A técnica ganhou espaço nos longas infantis com grandes produções como O Estranho Mundo de Jack, Fuga das Galinhas e os mais recentes ParaNorman e Frankenweenie.

  
Como foi dito, a técnica em si existe desde a origem do cinema, e por isso já foi usada por diversos realizadores. Nos tempos do chamado cinema primitivo, o diretor espanhol Segundo De Chomón já explorava o stop motion em seus filmes. Um dos percussores da técnica na animação, Ladislas Starevitch já animava insetos mortos em 1911. Outro grande autor do leste europeu, Jan Svankmajer desenvolveu boa parte de seu trabalho a partir do stop motion, mesclando pessoas e objetos e criando atmosferas surreais. 

PES


Na recente última edição do Oscar, Adam Pesapane (PES), um animador francês, discípulo do stop motion, concorreu ao prêmio de melhor curta-metragem de animação. PES cria filmes curtos, com cerca de um minuto e meio, utilizando utensílios domésticos, ferramentas, comidas e outros objetos como personagens e cenário. Seu filme, Fresh Guacamole é o filme mais curto a ser indicado na história do Oscar. Todos seus filmes estão disponíveis no seu canal do Youtube, PES Films.

                 

BLU


BLU é um grafiteiro italiano de renome internacional. Seu trabalho sempre questionador e combativo, se apresenta geralmente em pinturas de grande escala nos muros das cidades.  Talvez ele não tenha sido o primeiro a usar o stop-motion em pinturas desse tipo, mas é impressionante o modo como seu estilo, já tão forte como imagem estática, se desenvolve nas transformações que conduzem os filmes. Suas obras estão disponíveis no site BLU.

                     

Lúcia y Luis



Criados para compor uma instalação mista de vídeo e artes plásticas, os dois filmes foram dirigidos por Joaquin Cociña, Niles Atallah e Cristobál Leon. As duas narrativas agem de forma complementar e contam de diferentes pontos de vista uma história trágica de amor e terror. Os filmes são narrados por vozes infantis que sussurram os acontecimentos que são ilustrados pelos movimentos do quarto e por desenhos na parede.


                    

                    

Amor Só de Mãe



Disse um campônio à sua amada:

"Minha idolatrada, diga o que quer

Por ti vou matar, vou roubar

Embora tristezas me causes mulher
Provar quero eu que te quero...


[...] "Se é verdade tua louca paixão
Parte já e pra mim vá buscar

De tua mãe, inteiro o coração...




Os versos acima foram gravados por Vicente Celestino na década de 50 e serviram de base para que Dennison Ramalho executasse sua adaptação, ou como ele prefere: sua “livre perversão” da música.

O diretor é um dos poucos nomes a produzir para o carente público de filmes de terror, gênero inexistente no cinema comercial da atualidade e raríssimo na filmografia nacional. Autor de três curtas até agora (Nocturnu, Ninjas), todos de terror, Dennison alia qualidade técnica a elementos como a violência explícita, religiões e o sobrenatural. 

Apesar de amado por alguns, o cinema de terror é mal visto por muitos, o que talvez intensifique a sua ausência nas salas brasileiras. Sobre o preconceito sofrido pelo gênero o diretor comenta: “[...]paga-se um preço muito alto por trabalhar com esse gênero, que é tido como vulgar, agressivo, gratuito e barato. São filmes de confrontação, que não querem ser agradáveis, e sim mas causar angústia, outras emoções. E a classe acadêmica tem uma grande responsabilidade nesse tipo de reação, pois ela está intrinsecamente ligada ao fazer cinema no Brasil. Tem os caras tipo a Maria Dora Mourão (que é montadora), a Marília Franco, o Ismail Xavier, que tiveram a cabeça muito feita pelo Cinema Novo e pela Nouvelle Vague, e que defendem uma matriz intelectualizada para a nossa cinematografia. Eles e acham que é terrível e vulgar ver um filme brasileiro fantástico ou de entretenimento, ou meramente sensorial" 


(trecho da entrevista publicada no site Carcasse: LINK)

Com todo o desprezo recebido ao longo dos anos, é possível que o gênero fosse inédito, ou não tivesse expressão nenhuma em nossa história, se não fosse por Zé do Caixão, autor de cerca de 30 filmes e ídolo de muitos fãs do cinema de terror. Entre os fãs está o próprio Dennison Ramalho que teve a oportunidade de trabalhar com Zé do Caixão em A Encarnação do Demônio, último longa-metragem do diretor. A parceria no longa pode ser vista como uma legitimação de Dennison como representante do terror nacional.


                     

domingo, 3 de fevereiro de 2013

The Hire



Uma coisa rara quando se fala em curta-metragem é investimento. Por não terem um circuito comercial de exibição e nem serem "vendidos" de nenhuma outra forma, os filmes de curta-metragem não são um formato muito atraente para grandes marcas e empresários. Mas não que essa característica tornem esses filmes menos interessantes, muito pelo contrário, a ausência de investimento estimula os autores a desenvolver formas criativas, inovadoras e baratas de contar suas histórias. Afinal, essa liberdade é o que torna o curta-metragem um espaço tão usado para linguagens experimentais.

Mas é impossível negar que apesar das soluções serem infinitas ao longo da história dos filmes curtos, alguns gêneros cinematográficos nunca puderam atravessar a ponte entre o longa e o curta-metragem. O maior exemplo é o gênero ação. Famosos por grandes explosões, perseguições automotivas, tiroteios, lutas e coisas do tipo, os filmes de ação sempre foram responsáveis por grande parte da renda do cinema comercial mundial (principalmente americano), e tem fãs por toda parte.

Apesar de rara a equação - curta-metragem + investimento - , ela não é inédita. Entre 2001 e 2002, a BMW produziu uma série de oito filmes curtos para serem disponibilizados na internet. O  projeto da empresa juntou os diretores David Fincher (Clube da Luta, A Rede Social), John Woo (A Outra Face, Missão Impossível 2), Ang Lee (Brokeback Mountain, A Vida de PI) , Guy Ritchie (Snatch, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes), Alejandro Gonzalez Iñarritu (Babel, Biutiful), Wong Kar-Wai (Amores Expressos, Um Beijo Roubado), e os irmãos Ridley (Blade Runner, Falcão Negro Em Perigo) e Tony Scott (Top Gun, Chamas da Vingança). Os filmes, com cerca dez minutos cada um, tem em comum o ator Clive Owen no papel de motorista e sempre um dos carros da fábrica. As condições parecem restritivas e obviamente todos os filmes tem perseguições e cenas de velocidade para exaltar as qualidades do produto, mas os filmes variam seus estilos estéticos e suas histórias de forma tão competente que é impossível não perceber as assinaturas de seus respectivos autores.

Apesar de gostar da ideia e da execução dos filmes, prefiro postar só os meus favoritos para não alongar ainda mais a postagem, mas deixo o link aqui para os outros filmes: LINK.

Abaixo, os meus favoritos:



BEAT THE DEVIL




Em uma maravilhosa mistura de influências como o Fausto de Goethe e a velha lenda sobre a origem do talento de Robert Johnson, Tony Scott nos conduz através da jornada do velho e cansado James Brown que almeja recuperar sua juventude. Na história, o cantor reencontra o demônio para negociar favores e prolongar seus dias de glória. Além de James Brown, o filme conta com Gary Oldman, Danny Trejo e Marilyn Manson.

                   

POWDER KEG


Iñarritu realiza aqui o filme mais sério dos oito, fazendo a relevância do carro (e de sua performance) sumir entre um ambiente político, uma fotografia muito própria e algumas reflexões sobre a fotografia e o ato de representar/ registrar a realidade. O curta conta a história de um fotógrafo de guerra que, infiltrado entre guerrilheiros, presencia um assassinato e passa a ser caçado. Com a intenção de salva-lo a ONU envia um motorista para o resgate.

                     

THE HOSTAGE


Entre os três, talvez o filme de John Woo seja o menos criativo. A situação é até bastante clichê dentro do universo dos filmes de ação, mas esse universo é sua especialidade, e um clichê bem executado tem seu valor. No filme o motorista é contratado para negociar com um sequestrador, as coisas não saem como o esperado e o homem se suicida sem revelar a localização da vítima. Depois de um rápido raciocínio o motorista consegue entrar em contato com a mulher que está presa e parte em socorro. O filme é a imagem perfeita de um filme de ação, com alguns requintes estéticos.

                  

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

The Archive



Um colecionador é, acima de tudo, alguém que ama aquilo que guarda, alguém que enxerga naquele objeto um grande valor e sente a necessidade de ter aquilo, e se possível apresentar para outras pessoas. A descrição acima talvez funcione melhor para colecionadores de artigos culturais como livros, filmes, fotografias e música, como é o caso de The Archive. 

Essa necessidade em alguns casos é tão forte que chega a parecer (ser) um vício, algo que te impede de dormir. Depois de aceita a responsabilidade de colecionar, é impossível para alguns desses colecionadores se ver livre do fardo de ser o guardião da boa cultura (termo que varia na opinião de cada um).

E todos esses sentimentos foram sutilmente captados por Sean Dunne em seu documentário, The Archive. O filme conta a história de Paul Mawhinney, colecionador que ostenta a maior coleção de discos do mundo, e que agora, velho e doente, antecipa com tristeza o fim de seu acervo: o esquecimento.


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sábado, 17 de novembro de 2012

La Luna


 La Luna
, o mais recente curta metragem da Pixar, finalmente vazou na internet! Dirigido 
pelo italiano Enrico Casarosa,o curta foi exibido nos cinemas antes do filme Valente(Brave) e concorreu ao Oscar de melhor curta de animação deste ano.


O curta,rodeado por uma atmosfera fantástica e mágica, mostra um garotinho que acompanha pela primeira vez o seu pai e o avô no caminho do trabalho, dentro do bote de madeira La Luna. Ao invés de se deparar com um trabalho convencional, o menino se surpreende e acaba descobrindo um ofício singular e brilhante.

Para contar a história de La Luna, Casarosa usou referências pessoais (como a relação entre seu pai e seu avô) e culturais (como o conto A Distância da Lua, de Ítalo Calvino).Metaforicamente,La Luna mostra o rito de passagem do garotinho, que deve decidir entre seguir os hábitos e a tradição de sua família ou fazer as coisas do seu próprio jeito.



                                 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

North Atlantic



Nos últimos dias fiquei curioso sobre o cinema português. Ouvi alguém elogiando a Cinemateca Portuguesa e sua maravilhosa programação, a partir disso comecei a pensar: "Por que o cinema português não é consumido (em escala significativa) por aqui?".Talvez eu esteja desinformado, mas vejo muito mais filmes franceses, espanhóis, argentinos e até asiáticos em cartaz no circuito alternativo por aqui. O idioma comum,  nossa maior ligação com Portugal, deveria facilitar esse acesso, mas não é muito fácil acompanhar a velocidade dos portugueses. Assistindo alguns curtas eu fiquei totalmente perdido sem legenda. Talvez falta de hábito, talvez não. Mas de qualquer jeito, acredito que seja uma fonte pouco explorada do cinema europeu.

O filme de hoje não é um clássico do cinema português, mas me impressionou muito (e no fim, é isso que conta). Premiado em Milão e Varsóvia, North Atlantic, usa o formato do curta-metragem da maneira mais correta possível. Com uma situação chave, baseada em um fato real, Bernardo Nascimento conta uma história comovente sem esticar demais a situação.

                    
Espero que esse seja o primeiro de muitos filmes portugueses no blog.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cartas para Mãe

Cartas para Mãe é um curta que mostra os pensamentos escritos pelo cartunista Henfil em cartas para sua mãe, Dona Maria.Permeadas de indignação política, as cartas foram publicas em jornais e livros, e relatam cronicamente o Brasil de trinta anos atrás e a trajetória de Henfil até a sua morte.
Para dar vida a essas cartas, o curta documentário,dirigido por Fernando Kinas e Marina Willer, trás entre seus depoimentos figuras célebres como cartunistas Angeli e Laerte, o ex presidente Lula, o escritor Luis Fernando Veríssimo e do jornalista Zuenir Ventura.
A narração das cartas é feita pelo ator e diretor Antônio Abujamra e tem como pano de fundo imagens do Brasil contemporâneo, o que faz com que a escrita de Henfil dialogue com o presente.
Henfil, além de cartunista, também foi um grande ativista político no período da ditadura militar.Seus desenhos se tornaram famosos por esse ‘’quê’’ político e crítico e serviram,também, para simbolizar a luta pela democratização política do país.Mais tarde,em 1980, Henfil ajuda a fundar o Partido do Trabalhadores (PT) e consolida seus interesses sindicais.





terça-feira, 26 de junho de 2012

Subwars


Subwars, curta-metragem dirigido pelo chinês Sean Soong, é uma ilustração perfeita dos devaneios de qualquer garoto que tenha entrado em contato com algum tipo de cultura violenta. E digo que “é uma ilustração perfeita” por ter sido um garoto como o do filme. Cresci assistindo TV e jogando videogame. Nessas longas horas de entretenimento eu fui abastecido com ação e violência por todos os lados. Entre as fontes que eu dispunha estavam: animes, quadrinhos, filmes e jogos de guerra e luta. Em meio a explosões, tiros e socos, sempre ficava sonhando presenciar, ou até protagonizar aquele tipo de cena. Com seu talento para a animação, Sean Soong teve a oportunidade de recriar essa experiência e exibiu no épico massacre algumas de suas referências culturais como: Star Wars e Naruto. Para quem compartilha esse passado/ gosto, o filme é sensacional.



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Suiker


Um gênero escasso aqui no blog, talvez até inédito, é a comédia. Não sei bem porque isso acontece, mas precisa mudar. Eu mesmo nunca postei nenhuma comédia por nunca ter me impressionado com nenhum curta desse gênero. Não sei se a produção cômica é baixa nesse formato ou eu que nunca dei sorte de encontrar os bons filmes. Outra particularidade da comédia, na minha opinião, é a relatividade de “o que é engraçado” para cada pessoa. É claro que o gosto do público varia independente do gênero do filme, mas com a comédia me parece que isso é mais forte. O que me faz rir pode te dar sono, o que te faz rir pode me deixar indignado. Mas arriscando não atingir o gosto humorístico de vocês eu vou postar baseado no meu. Resumindo: Eu ri e gostei.

Dirigido por Jeroen Annokéé, Suiker parte da clássica cena: vizinha bonita que pede um pouco de açúcar emprestado; E transforma tudo em um cenário cômico que é basicamente o inverso do famoso “crime perfeito”, onde geralmente o assassino escapa sem deixar uma pista sequer.

terça-feira, 15 de maio de 2012

In Bed with Invader



Com a modernidade e a aparição de novas artes de vanguarda, o conceito do que é arte foi expandido e modificado. A street art,ou arte urbana,é um grande expoente popular da Arte nos dias de hoje. Dispensando galerias e molduras, a arte de rua é um diálogo entre as cores e o asfalto. Dos guetos aos bairros de classe alta, a arte surge nos lugares mais inusitados e é colocada de diferentes formas.O Grafite,o stêncil e lambe lambe são os artifícios mais utilizados para se expressar - ou não - uma mensagem sob essa grande tela que são as cidades.
Sendo um dos responsáveis por popularizar a street art , o artista urbano Invader propõem uma invasão pelo mundo.Inspirado no clássico jogo Space Invaders, Invader sai pela ruas colando mosaicos (uma referência ao 8 bit) de azulejo em formato de alienígenas e naves do jogo.
No curta In Bed with Invader,dirigido pelo vídeo maker Raphael Haddad,podemos observar de perto o trabalho de Invader, desde o processo criativo até a colagem dos mosaicos nas ruas.
A intervenção desse street artist ja se espalhou pelo mundo. A "Invasão" , que começou em Paris, hoje ja pode ser vista em vários lugares como Hong Kong,Los Angeles e mesmo até São Paulo. Parte dela ja foi mostrada no documentário Exit Through The Gift Shop,dirigido pelo street artist Banksy,outro personagem importante para a Arte urbana.









segunda-feira, 14 de maio de 2012

Casus Belli


Organizadas disciplinadamente, várias pessoas esperam em filas. Esperam no mercado, em shows, em casas de jogos, em igrejas, em galerias de arte, em bancos, mas quando, em uma fila por comida, alguém não consegue ter acesso ao seu alimento, e assim, toda a estrutura começa a ruir. O povo percebeu o claro abuso que estava sofrendo do governo e indignado por pagar por seus erros encontrou seu “Casus Belli” – espécie de legítima defesa em nível de estado.

Filmado em 2010, dois anos depois do inicio da crise econômica mundial, Casus Belli, é um curta-metragem grego que resume bem a reação popular em relação às medidas de austeridade propostas por seu governo. Depois de um longo período de gastos que excediam muito a produção interna do país, o governo grego se viu despreparado para a catastrófica crise financeira de 2008. Agora soterrado em dívidas colossais, e sem crédito em lugar nenhum, o governo optou por medidas de emergência para tentar salvar sua economia. Essas medidas são basicamente: aumento de impostos, aumento do preço da gasolina, aumento da idade mínima de aposentadoria e etc. Essas medidas não foram/ não são bem recebidas e grande parte da população reagiu agressivamente. Entre protestos e greves está o filme de Yorgos Zois.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Morrer ao seu lado


A combinação de habilidades de profissionais de áreas distintas normalmente resulta em um produto no mínimo interessante.O curta Morrer ao seu lado é um grande exemplo de um resultado criativo entre a parceria de diferentes áreas artísticas. Idealizado pela designer de acessórios Olympia Le-tan e os diretores Simon Cahn e Spike Jonze, o curta é uma animação feita com bordados de feltro estilizados por Olympia.
O projeto começou depois que Jonze pediu um bordado com a capa do livro O Apanhador no Campo de Centeio para colocar em sua parede e Olympia pediu um filme em troca.A trama de Morrer ao seu lado tem como pano de fundo a famosa livraria Shakespeare and Co. e conta a história do amor entre o esqueleto da capa do livro Macbeth e a personagem Mina, de Drácula.



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Especial - Pixar


Atualmente, os estúdios Pixar são os líderes do mercado de animação. Vencedora de vários Oscars, a produtora é especializada em alta tecnologia e computação gráfica, sendo a pioneira no campo da animação tridimensional.

A companhia iniciou suas atividades sob o nome de Graphics Group como uma subdivisão da Lucas Films - estúdio cinematográfico de George Lucas. Nessa fase o estúdio tinha como objetivo exclusivo o desenvolvimento de softwares de computação gráfica e efeitos visuais. Em 1986, a Graphics Group foi comprada por Steve Jobs e foi rebatizada "Pixar", uma combinação da palavra "pixels" e da palavra "art”.

A “pré-história” da Pixar é marcada por pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos visuais, softwares e hardwares, mas basicamente nada de cinema na prática. A iluminação criativa começou quando, ainda em 86, um dos empregados da companhia resolveu criar animações como demonstração do poder visual de seus programas e computadores. O funcionário era John Lasseter e uma das “demonstrações” foi premiada e mais tarde se tornou o símbolo do estúdio.


Luxo Jr., 1986 - John Lasseter

A partir desse momento começa uma ruptura entre a Pixar “ciência” e a Pixar arte. O departamento de animação, chefiado por Lasseter, começou a produzir comerciais animados para outras empresas, gerando assim lucro e experiência criativa. Em 1990 o setor de hardware é vendido, poucos meses depois o estúdio assinou um contrato com a Disney para a produção de três animações de longa-metragem, o primeiro deles foi Toy Story.



O ano de 1995 marca então a estreia do primeiro longa-metragem de animação tridimensional. O filme é assinado por John Lasseter, mas tem em sua autoria a mão de dois outros importantes nomes do estúdio: Andrew Stanton (Procurando Nemo, Wall-E) e Pete Docter (“Monstros S.A” e “UP”). A revolução estética veio acompanhada de uma narrativa que foi além do público infantil e alcançou pessoas de todas as idades.

O segundo filme, Vida de Inseto, de 1997, iniciou a tradição de sempre exibir, antes do longa-metragem, um curta do estúdio. Esse hábito é uma das características que marcam o trabalho da Pixar até hoje. Não é comum ver um curta-metragem numa sala de cinema atualmente, a não ser em raros festivais destinados ao formato. A única produtora que exibe curtas no cinema (circuito comercial) é a Pixar, e por isso ela é importante para o Mr. Curtura.

Depois dos três primeiros longas do contrato assinado com a Disney, em 1991, a Pixar seguiu na parceria. A relação apesar de muito produtiva sempre foi permeada por desentendimentos. Em 2006, depois de algum desgaste entre as empresas, a Disney comprou a Pixar e Steve Jobs deixou o comando para se tornar um dos principais acionistas do grupo.

Famosos pela perfeição, a Pixar sustenta em sua filmografia um padrão de qualidade invejável. Não é estranho ouvir dizer que eles não têm um filme ruim em seu histórico. Se por um lado eu sonho com um mercado de animação mais diversificado, por outro sou grato que o público compre ingressos para filmes tão belos. Aqueles raros momentos em que o popular e o artístico se encontram, o eclipse apelidado de “sucesso de público e crítica”.

Para demonstrar nosso imenso respeito pelo trabalho da Pixar e, principalmente, pelo espaço que eles dão ao curta-metragem no cinema, vamos listar aqui nossos curtas favoritos do estúdio:


Geri's Game


Geri's Game foi o primeiro passo na tradição da exibição de curtas pelo estúdio. Dirigido por Jan Pinkava, O curta é o primeiro da Pixar que contém um humano como personagem principal.A história é sobre um velhinho (Geri) que joga xadrez consigo mesmo. Mudando de um lado para outro do tabuleiro, Geri muda sua personalidade, interpretando o seu adversário conforme o jogo avança. Essa mudança de papel é percebida conforme Geri tira e coloca os óculos e muda sua feição, ora mais agressivo ora mais calmo e assustado.

O curta ganhou em 1998 o Oscar de Melhor Curta Animado.Em homenagem a Geri, a Pixar retomou o personagem em Toy Story 2,em 1999. Geri aparece como um velhinho que concerta brinquedos e as peças do jogo de xadrez podem ser vistas em seu estojo de ferramenta.


For The Birds


For The Birds, curta exibido antes de Monstros S/A (2002), conta a história de um pássaro que quer ser aceito em um grupo, mas não consegue por ser diferente dos outros pássaros. Os outros, menores e semelhantes, imitam e zombam do pássaro excluído até que ele se enfia entre eles. O filme foi premiado no Anima Mundi, no Annie Awards e no Oscar.


One Man Band


Exibido em 2005 com o longa Carros, o curta-metragem One Man Band conta a acirrada disputa entre dois músicos de rua pela atenção, e a moeda, de um pobre garoto que estava prestes a jogar seu dinheiro numa fonte na esperança de que ela realizasse seus desejos.

Lifted


Lifted, exibido junto com Ratatouille em 2007, ilustra uma situação que lembra muito um teste de auto-escola, mas uma versão alienígena disso. A prova, ao invés de uma avaliação de direção automobilística é um teste de abdução. O jovem E.T tenta de diversas maneiras extrair um homem de dentro de casa, mas descobre que, também nesse caso, a teoria é mais fácil que a prática.

Presto


Presto, o curta exibido com Wall-E em 2008, mostra o mais clássico número de mágica, tirar o coelho da cartola, dando errado. Não por falta de experiência do mágico, Presto, mas por falta de vontade do coelho, que protesta para receber sua cenoura. Infelizmente para o mágico o coelho coloca seu protesto em prática durante uma apresentação e, lá com as cortinas abertas, o mágico insiste em tentar realizar o número e sofre duras consequências.

Day And Night


Day and Night, curta mais recente da Pixar lançado junto com Toy Story 3, conta como o dia conheceu a noite, mostra as brigas pelas diferenças, as disputas para ver qual é melhor e depois o fascínio pelos pontos fortes do outro e, enfim, a harmonia no por/nascer do sol.


Está feito, o post que há tanto tempo estávamos devendo. E agora, pra encerrar esse post infinito, um trecho do próximo curta da Pixar, La Luna, que será exibido junto com Brave ainda esse ano.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Undun


Pra fechar, pelo menos por enquanto, a coleção de videoclipes cinematográficos, que já conta com Time to Dance (The Shoes) e Fight For Your Right Revisited (Beastie Boys), vou postar hoje Undun. O filme, dirigido por Clifton Bell, conta a história de um garoto, seu caminho no crime e as conseqüências vividas por ele. Com o mesmo título do disco, Undun ilustra o álbum com precisão. A obra não faz do protagonista um vilão e também não o retrata como um herói, basicamente mostra um contexto social e a reação escolhida por esse garoto para "vencer" nesse cenário.