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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

The Paleface


Na década de 20, auge do cinema mudo, o gênero cômico se destacava por sua popularidade e seus grandes representantes. No entanto, poucos desses nomes sustentaram sua popularidade até os dias atuais, foram, em sua maioria, eclipsados por Charles Chaplin e seu cinema cômico-dramático-social. Entre os palhaços do cinema mudo, alguém que pôde rivalizar com Chaplin em qualidade foi Buster Keaton. Com sua expressão impassível, Keaton conduzia gags físicas de alto risco, praticamente sem auxílio de efeitos, o que gerava espanto e diferenciava seu cinema. Raramente sofria lesões durante as filmagens, o que lhe rendeu apelidos como "The Little Boy Who Can't Be Damaged" ( O garoto que não pode ser ferido). Apesar de talentoso e popular, Keaton não se adaptou tão bem ao cinema falado, e depois de assinar um contrato com a MGM em 1928, se viu podado pelo estúdio que o impedia de realizar suas acrobacias e atava sua liberdade criativa. Sua carreira no cinema declinou lentamente, mas sua atuação nunca cessou completamente.  Keaton apresentou um programa de televisão nos anos 50 e realizou aparições em filmes como Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder) e Luzes da Ribalta (Charles Chaplin), ambos filmes que retratavam o saudosismo do cinema mudo.

                   
Luzes da Ribalta, Charlie Chaplin, 1952
Em The Paleface, Buster Keaton encontra uma aldeia indígena enquanto caçava borboletas, os índios - que haviam sido ameaçados de despejo e tiveram um de seus mensageiros raptados por barões do petróleo que almejavam suas terras, o que motivou uma postura hostil contra o homem branco - perseguem o invasor cara-pálida para se vingar. Depois de provar seu valor sobrevivendo à uma fogueira, Keaton se alia aos índios para proteger a aldeia.


                   

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Steamboat Willie


Um dos grandes problemas que se tem estudando história é a imprecisão de datas. O cinema sofre disso como qualquer outra área. Brigas sobre quem inventou o que e quando foi lançado tal filme permeiam as discussões sobre a 7° arte. Entre essas datas confusas e informações perdidas está o filme “Steamboat Willie”. Em algumas fontes essa animação é creditada como a primeira aparição de Mickey Mouse, o personagem símbolo do estúdio, mas outros relatos afirmam Plane Crazy como a primeira aparição do camundongo. Outras apontam o filme como a primeira animação com som sincronizado, mérito que é atribuído a Max Fleischer e seu Song Car-Tune por outras fontes.

O curta, motivado pela concorrência dos filmes sonoros, tem foco na música e conta a história de Mickey que trabalha como ajudante em um barco, mas sonha em ser capitão. Verdadeiras ou não, as histórias só dão mais luz ao filme e a batalha que marca a fase de sonorização do cinema. Processo popularizado com o filme O Cantor de Jazz de 1927.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Um Cão Andaluz



Enraizado nas bases do movimento Surrealista,
Um Cão Andaluz é um curta metragem dirigido por Luis Buñuel, com o roteiro de Salvador Dalí.Permeado por uma atmosfera onírica e altamente subjetiva , Um Cão Andaluz possui uma das cenas mais emblemáticas da história da sétima arte: a cena de uma navalha cortando um globo ocular.
O filme ilustra bem o surrealismo,apresentando símbolos desconexos,ruptura no segmento de narrativa e a transposição do mundo real para o mundo dos sonhos,afim de romper com padrões pré-conceituados de realidade e de valores sociais.
Essa condição de subconsciente presente no filme todo, faz menção à psicanálise freudiana,mostrando elementos fantásticos e praticamente impossíveis de possuírem ao plano da realidade trivial.
Buñuel explica a criação do filme a partir de um sonho que tivera e outro sonho descrito por Dalí.Este
sonhara que cortava o olho de uma pessoa com uma navalha e que uma nuvem muito fina passava em frente à lua.E Dalí sonhara com formigas que surgiam da palma de uma mão.