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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Winsor McCay


Motivado por esse doodle (aquelas variações interativas no logo do Google que geralmente indicam alguma comemoração) fui conhecer o trabalho de Winsor McCay e já sou muito grato ao Google por isso. O artista faz parte da história, principalmente, por duas contribuições: Little Nemo in The Slumberland, tira publicada semanalmente no jornal New York Herald entre 1905 e 1911; E Gertie, The Dinosaur, animação criada em 1914.


Em suas tirinhas, o cartunista Winsor McCay, contava as histórias de Nemo, um garoto que vagava por seu imaginário, sempre conduzido por algum personagem desse estranho universo. Nos primeiros anos, Nemo era sempre convidado pelos personagens, que se apresentavam como servos do rei Morpheu, para conhecer seu reino de sonhos e sua filha, a princesa Camille. Ao longo do trajeto alguma coisa sempre dava errado e,  tomado pelo medo, Nemo acordava em sua cama e era repreendido ou consolado por seus pais que haviam acordado com os gritos do menino. Nos anos posteriores, a partir de 1906, Nemo alcança as portas de Slumberland, e novos personagens são introduzidos aos leitores.


Apesar de repetir semanalmente a mesma fórmula - Nemo dormindo, viagem, problema, Nemo acorda assustado – o autor conseguiu continuar criativo dentro desses limites. As aventuras sempre introduziam novos cenários e personagens, cenas fantásticas lindamente produzidas pelas mãos do artista.


                 

Em suas experimentações na área do cinema, Winsor McCay, teve lugar de destaque entre os pioneiros da animação. Seu primeiro filme, Little Nemo, de 1911, apresenta o processo de criação de um desenho animado de forma didática, mas ainda sim conduzida por uma narrativa, apesar de simples. Em uma reunião com amigos, o cartunista aposta que pode dar movimento aos seus personagens, sendo alvo de piadas no mesmo momento. Um mês depois, com quatro mil telas desenhadas, McCay apresenta os personagens de Little Nemo em movimento, e até coloridos. O mesmo esquema se repete em Gertie, The Dinosaur, quando reunido com seus amigos cartunistas em um museu, o artista se dispõe a exibir um dinossauro se movimentando. Ao fim de seis meses de trabalho, McCay apresenta Gertie, seu dinossauro domado que obedece a seus comandos.

                            



PS: As tiras de Winsor McCay, de 1905 e 1911 estão disponíveis no link: Little Nemo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Imigrante






Um dos maiores artistas do século XX, Charles Chaplin é, ainda hoje, o maior símbolo do cinema. O cinema de Chaplin tinha um alcance impressionante, sua pantomina mais sutil que o convencional, seu carisma e seu talento para a criação de cenas acabaram lhe dando o prestígio de ser o homem mais famoso do mundo em 1918.

Chaplin superou as dificuldades de sua infância pobre, passou pelos palcos de vaudeville, com números cômicos nos Estados Unidos, até chegar ao cinema. Com sua experiência na comédia, o jovem ator obteve rápido sucesso nas produções do estúdio de Mack Sennet.

O Vagabundo, o personagem da maioria de seus filmes, sofre com os problemas da pobreza, coisas que ele viveu intensamente como a fome e o tratamento abusivo da polícia. “Quando Chaplin entrar na Keystone para rodar “filmes de perseguição”, correrá mais rápido e mais longe que seus colegas do music-hall, pois, embora não fosse o único cineasta a descrever a fome, foi o único a conhecê-la, e isso é o que iriam perceber os espectadores do mundo inteiro quando os filmes começaram a circular a partir de 1914.” – François Truffaut no prefácio do livro Chaplin de André Bazin.

Em O Imigrante, de 1917, Chaplin narra a viagem e a chegada, não muito calorosa, dos passageiros de um navio que vinha para Nova York. A clássica ilusão do imigrante que foge da pobreza para uma terra de oportunidades. Em uma das cenas o intertítulo anuncia: “The arrival in the land of liberty”, depois é exibida uma imagem da Estátua da Liberdade, e logo em seguida o Vagabundo e os outros passageiros são amarrados. A crítica social e a ironia, sem esquecer a comédia e o romance.